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ONU: número de refugiados bate recorde em 2011

17 jun 2012
22h58
atualizado às 22h59

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) divulgou neste domingo relatório apontando 4,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2011 e que 800 mil tornaram-se refugiadas. Segundo o Acnur, estes números indicam que o ano passado registrou um recorde de deslocamentos e o maior volume de refugiados desde 2000, números que foram fortemente influenciados pelas crises humanitárias na Costa do Marfim, Líbia, Somália e Sudão.

Refugiados carregam água em campo de refugiados na região do Alto Nilo, no Sudão do Sul
Refugiados carregam água em campo de refugiados na região do Alto Nilo, no Sudão do Sul
Foto: AFP

"O ano de 2011 vivenciou o sofrimento humano em uma escala épica. O custo pessoal foi enorme para todos aqueles que tiveram suas vidas drasticamente afetadas em tão curto espaço de tempo", disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. "Temos que agradecer ao sistema internacional de proteção, que se manteve firme na maioria dos casos, deixando as fronteiras abertas. Estamos num momento de desafio", concluiu.

O relatório Tendências Globais 2011 é o principal documento anual do ACNUR sobre o cenário mundial de deslocamento forçado. O documento aponta que 42,5 milhões de indivíduos terminaram o ano de 2011 em uma situação de refúgio, seja como refugiados (15,42 milhões), deslocados internos (26,4 milhões) ou solicitantes de refúgio (895 mil).

Apesar dos números alarmantes, eles representam uma redução em relação aos 43,7 milhões de deslocados registrados no final de 2010. Esta diminuição foi causada pelo grande número de deslocados internos, 3,2 milhões de pessoas, que voltaram para casa em 2011.

Origem e destino
O relatório da Acnur aponta que o Afeganistão é o principal país de origem de refugiados (2,7 milhões), seguido pelo Iraque (1,4 milhão), Somália (1,1 milhão), Sudão (500 mil) e República Democrática do Congo (491 mil). Cerca de 80% dos refugiados do mundo vivem próximos dos países de origem, o que causa um impacto adicional às populações de refugiados já existentes nessas regiões.

De acordo com o documento, os principais países de destino são Paquistão (1,7 milhões de pessoas), Irã (886,5 mil), Quênia (566,5 mil) e Chade (366,5 mil). Entre os países industrializados, a Alemanha é o único que integra o grupo dos principais destinos, com uma população refugiada de 571,7 mil pessoas. O relatório ressalta, entretanto, que a África do Sul foi o país que mais recebeu pedidos individuais de refúgio em 2011 (107 mil), o que representa uma tendência verificada nos últimos quatro anos.

Fonte: Terra
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