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06 de agosto de 2012 • 21h00 • atualizado às 21h22

ONU condena ataque terrorista contra soldados egípcios no Sinai

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou "energicamente" nesta segunda-feira o ataque terrorista que no domingo matou 16 soldados e policiais egípcios em um posto fronteiriço na Península do Sinai.

Ban demonstrou em comunicado por meio de seu porta-voz, Martin Nesirky, sua "enérgica condenação" diante do ataque terrorista perpetrado contra soldados e policiais que se dispunham a romper o jejum do mês sagrado do Ramadã.

"Esses ataques são totalmente inaceitáveis", disse o secretário- geral, que mostrou também esperança de que os autores sejam "rapidamente" identificados e julgados, ao mesmo tempo que enviou suas condolências às famílias das vítimas e desejou "uma rápida recuperação aos feridos".

Segundo fontes de segurança egípcia, supostos jihadistas mataram a tiros 16 soldados e feriram outros sete, cinco deles gravemente, em um posto militar perto da passagem de Rafah, na fronteira com Gaza.

As primeiras investigações das autoridades egípcias sustentam que um grupo de agressores entrou em Gaza através de um túnel no Sinai, onde se reuniu para cometer o atentado com outro grupo que vinha da península egípcia.

Os terroristas tomaram um veículo blindado e com ele tentaram se infiltrar em Israel através da passagem de Karam Abu Salem (Kerem Shalom em Israel), onde as forças israelenses o destruíram.

Fontes militares israelenses já tinham alertado que um grupo islâmico preparava um novo atentado na fronteira do Sinai, cenário nos últimos meses de diferentes ataques contra policiais e gasodutos, atos de contrabando e sequestros.

Em 19 de julho, dois agentes da segurança central egípcia morreram em um ataque similar organizado por desconhecidos contra um posto de controle policial no centro da Península do Sinai, desmilitarizada por causa dos acordos de paz de Camp David estabelecidos entre Israel e Egito em 1978.

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