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OMS considera 'prematuro' tomar medidas contra Biosfenol A

10 nov 2010
21h23
atualizado às 21h35

A Organização Mundial da Saúde considerou "prematuro", esta quarta-feira, tomar medidas de proteção contra o Biosfenol A, produto químico usado para diluir a resina de poliéster e suspeito de afetar as funções sexuais masculina e o desenvolvimento cerebral dos bebês. O BPA é usado para diluir o poliéster de forma a facilitar sua laminação.

Ele entra em contato com os alimentos através de recipientes plásticos, como as mamadeiras, fabricados com o poliéster submetido a este tratamento químico. Entre outras fontes menos importantes, a OMS mencionou a poeira doméstica, a terra, brinquedos, resinas utilizadas por dentistas e papel térmico.

"Alguns estudos experimentais e epidemiológicos recentes estabeleceram vínculos entre baixos níveis de exposição ao BPA e alguns problemas de saúde", ressaltou a OMS em um comunicado publicado depois de uma reunião a portas fechadas entre 30 especialistas reunidos em Ottawa na semana passada.

"A reunião estabeleceu que, segundo os atuais conhecimentos, é difícil interpretar a importância destes estudos" e que "enquanto estes informes (sobre o BPA e seus supostos efeitos) não se confirmarem, tomar medidas de proteção para a saúde pública seria prematuro", destacou o comunicado.

Os especialistas reunidos em Ottawa confirmaram que o BPA penetra no organismo, sobretudo através da alimentação.

Uma ONG americana havia advertido recentemente para a presença do BPA nos boletos de caixas impressos em papel térmico. A OMS considerou este um risco menor.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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