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Obama diz que Putin às vezes parece "um menino entediado"

9 ago 2013 20h28
| atualizado às 21h45
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<p>O presidente dos EUA, Barack Obama, durante entrevista coletiva na Casa Branca nesta sexta-feira</p>
O presidente dos EUA, Barack Obama, durante entrevista coletiva na Casa Branca nesta sexta-feira
Foto: Jonathan Ernst / Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou na sexta-feira que tenha relações ruins com Vladimir Putin, depois do cancelamento de uma reunião de cúpula entre ambos, mas disse que o seu colega russo às vezes "parece um menino entediado no fundo da sala de aula".

As relações entre EUA e Rússia atravessam um dos seus piores momentos desde o fim da Guerra Fria. A causa é a decisão russa desta semana de conceder asilo temporário ao norte-americano Edward Snowden, que revelou ao mundo os programas secretos de espionagem do seu país. Obama retaliou a Rússia cancelando abruptamente uma reunião que teria com Putin no próximo mês.

Obama fala em transparência após escândalo Snowden:

Hoje, em entrevista coletiva na Casa Branca, Obama insistiu que não tem uma má relação pessoal com Putin. Os dois tiveram uma reunião desagradável em junho na Irlanda do Norte, e nas fotos do evento aparentavam estar desconfortáveis. "Sei que a imprensa gosta de focar na linguagem corporal, e ele tem aquele jeito de descaso, parecendo um menino entediado no fundo da sala de aula. Mas a verdade é que quando conversamos, muitas vezes é muito produtivo", afirmou Obama.

Nesta semana, Putin enviou um telegrama a George W. Bush, antecessor e adversário político de Obama, desejando-lhe pronta recuperação após um procedimento cardíaco. Alguns observadores do Kremlin viram nessa mensagem uma cutucada em Obama.

A Casa Branca diz que Obama desistiu da cúpula em Moscou não só por causa da concessão de asilo a Snowden, mas também devido a outras divergências entre os dois governos, o que inclui preocupações de Washington com os direitos humanos na Rússia e o apoio de Moscou ao governo da Síria. Obama disse que os EUA farão uma pausa, reavaliarão aonde a Rússia está indo e calibrarão as relações levando em conta as áreas em que podem concordar e reconhecendo as diferenças.

"Francamente, em uma ampla gama de questões onde achamos que podemos fazer algum progresso a Rússia não se moveu", disse Obama. "Acho que sempre houve alguma tensão nas relações EUA-Rússia depois da queda da União Soviética."

Mas Obama já resolveu pelo menos uma das questões em debate nos EUA. Ele afirmou que os atletas norte-americanos irão competir na Olimpíada de Inverno de 2014 em Sochi, na Rússia, apesar da uma nova lei russa que pune a apologia à homossexualidade. "Não acho que seja apropriado boicotar a Olimpíada", disse Obama.

Segundo ele, a melhor resposta à polêmica lei russa será um bom desempenho de atletas homossexuais. "Uma das coisas que realmente espero é que talvez alguns atletas gays e lésbicas tragam para casa ouro, prata ou bronze, o que eu acho que adiantaria muito na rejeição do tipo de atitude que estamos vendo por lá", disse o presidente. "E, se a Rússia não tiver atletas gays e lésbicas, isso provavelmente tornará sua equipe mais fraca."

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