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Bento XVI renovou hoje seus pedidos à comunidade internacional para que multiplique os esforços de ajuda às vítimas do terremoto registrado no Paquistão no último dia 8. Durante a tradicional reza do Ângelus, na Praça de São Pedro, o papa lembrou que já "houve numerosas formas de solidariedade" com as vítimas do sismo, mas que "as necessidades parecem maiores do que a ajuda oferecida esta agora". Por isso, Joseph Ratzinger renovou seu "pedido à comunidade internacional para que multiplique os esforços para apoiar essa população tão debilitada". Cerca de 55 mil pessoas morreram e 78 mil ficaram feridas por causa do sismo, cujo epicentro foi na Caxemira paquistanesa. Bento XVI, ante milhares de pessoas que enchiam a praça de São Pedro, lembrou os quarenta anos do fim do concílio Vaticano II, em 28 de outubro de 1965, e alguns dos documentos que dele saíram. Concretamente, se referiu à declaração "Nostra Aetate" sobre as relações da Igreja Católica com as outras religiões não cristãs e na qual os católicos retiraram as acusações contra os judeus. Nesse documento, sobre o qual destacou sua "grande atualidade", os participantes do concílio Vaticano II lembraram "com clareza o vínculo especial que une cristãos e judeus, confirmaram a estima em relação aos muçulmanos e aos seguidores das outras religiões". Além disso, fez referência a outro documento sobre a educação e disse que, "também hoje, na época da comunicação global, a comunidade eclesiástica adverte sobre a importância de um sistema educativo que reconheça a primazia do homem como pessoa aberta à verdade e ao bem". O papa convidou os presentes na praça de São Pedro a "ter sempre vivo o espírito do concílio Vaticano II consigo para contribuir para instaurar no mundo a fraternidade universal que responde à vontade de Deus sobre o homem, criado a imagem Dele".
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