Sites relacionados
João Paulo II


Fale conosco

 Notícias por e-mail
O Novo Papa
Sexta, 23 de setembro de 2005, 07h09  Atualizada às 11h12
Cardeal revela segredos da eleição de Bento XVI
 
 Últimas de O Novo Papa
» Bento XVI diz que figura do diretor espiritual segue válida
» Papa defende paz e direito de existir de Israel
» Casa de Bento XVI vira maquete para trenzinhos elétricos
» Papa Bento XVI visitará Polônia em junho de 2006
As revelações de um importante cardeal sobre o recente Conclave de 19 de abril, que elegeu o Papa Bento XVI, afirmam que o cardeal argentino Jorge Bergoglio foi o segundo mais votado, com 40 votos na terceira votação, o que poderia ter bloqueado a eleição de Joseph Ratzinger, que contava com 72 votos.

  • Entenda como funciona o conclave

    Segundo matéria do noticiário do canal italiano TG2, essas revelações, que serão publicadas pela revista política Limes, garantem que, ao contrário do que a imprensa italiana afirmava, o principal adversário do cardeal alemão Ratzinger, eleito depois de quatro votações, não foi o progressista italiano Carlo María Martini e sim outro jesuíta, Jorge María Bergoglio. O cardeal argentino, de acordo com a matéria, teria pedido para que seus colegas não votassem nele.

    Eram necessários dois terços, ou seja, 77 votos dos 115 cardeais que participaram no Conclave. "Grande preocupação entre os purpurados que desejam a eleição do cardeal Ratzinger", escreveu, depois da terceira votação, o cardeal não identificado que fez as revelações sobre o Conclave. Ele destacou as manobras do cardeal colombiano Alfonso López Trujillo, amigo e partidário de Ratzinger, para convencer os demais sacerdotes latino-americanos de que não havia outra alternativa além do prelado alemão.

    Boa parte dos 20 cardeais latino-americanos apoiava o jesuíta argentino de 69 anos, mas o receio demonstrado por ele ante sua possível eleição e a possibilidade de que, caso não aceitasse, isso provocasse um bloqueio acabou por convencer seus seguidores a votar no cardeal alemão.

    Na quarta e última votação, segundo o relato anônimo que descreve passo a passo os detalhes do Conclave, Ratzinger alcançou 84 votos e Bergoglio 26. Três votos foram para três personalidades "curiosas", como as definiu a fonte, entre elas o cardeal americano Bernard Law, arcebispo de Boston, obrigado a se demitir pelos escândalos de pedofilia em sua diocese.

    Sobre o que ocorreu no Conclave não existem versões oficiais, pois os cardeais juram manter total segredo de seu voto sob pena de excomunhão. O relato não autorizado confirma o que outra fonte já havia adiantado, o bispo Bernard Fellay, superior do movimento ultraconservador e cismático fundado pelo monsenhor Marcel Lefebvre, que contou que Bergoglio, ao não se sentir pronto para ocupar o Trono de São Pedro, resolveu se retirar da disputa.
     

  • AFP

    Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.