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O Departamento de Justiça dos Estados informou uma Corte do Texas que o papa Bento XVI, acusado em processo de encobrir o abuso sexual contra três meninos por um seminaristas, desfruta de imunidade judicial por ser o líder do Estado do Vaticano.
Segundo a justiça americana, o processo não teria validade.
O procurador-geral assistente dos EUA Peter Keisler disse, na segunda-feira, que permitir o avanço do processo é "incompatível com a política estrangeira dos EUA".
Não há uma ordem do juiz Lee Rosenthal da Corte Distrital para o o distrito de Houston, Texas, onde ocorre o processo, para que a ação seja ignorada. Entretanto, as cortes americanas receberam "sugestões de imunidade" para o Papa enviadas pelo governo, explicou o procurador.
Em 1994, um processo contra o papa João Paulo II, também impetrada no Texas, foi cancelado após uma moção semelhando do governo americano.
Bento XVI, quando era o cardeal Joseph Ratzinger, consta como réu em um processo civil de três pessoas que alegam que o seminarista colombiano Juan Carlos Patino-Arango, locado na missão da igreja de St. Francis de Sales, em Houston, os molestou durante sessões de aconselhamento na década de 1990. Os três queixosos alegam que Joseph Ratzinger, que liderava a Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé antes de se tornar papa, estava envolvido em uma conspiração para esconder Patino-Arango e ajudá-lo a escapar.
Patino-Arango é réu de um caso criminal em Harris County, Texas, e fugitivo da Justiça.
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