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O papa Bento XVI recebeu hoje, em sua residência de Castelgandolfo, cerca de trinta quilômetros ao sul de Roma, os dois grão-rabinos de Israel, Shlomo Amar e Yona Metzger, informou o Vaticano. Fontes vaticanas disseram que o encontro faz parte das celebrações do 40º aniversário da promulgação da declaração "Nostra Aetate" do Concílio Vaticano II, na qual os católicos retiraram as acusações contra os judeus. Fontes israelenses assinalaram que Amar (sefardita) e Metzger (asquenaze) analisariam com o papa as relações entre as duas religiões e não descartaram que os dois rabinos o informassem dos incêndios das sinagogas em assentamentos judaicos de Gaza, desalojados e desmantelados em agosto. Os dois grão-rabinos já estiveram no Vaticano em 16 de janeiro de 2004, quando se reuniram com João Paulo II. Na ocasião, o então Pontífice lhes pediu que os judeus trabalhassem junto aos católicos para "construir um mundo de justiça, paz e reconciliação para todos os povos". As relações entre o Vaticano e Israel atravessaram em julho um momento de tensão, quando alguns políticos israelenses acusaram Bento XVI de não haver condenado suficientemente os atentados sofridos pelo país, o que foi rejeitado categoricamente pela Santa Sé. Bento XVI, que em meados de agosto viajou à Alemanha, disse durante sua visita à sinagoga de Colônia que desejava "confirmar" sua intenção" de continuar no caminho em direção a uma melhora das relações e da amizade com o povo judeu.
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