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O Papa Bento XVI nomeou nesta quinta-feira quatro bispos chineses, três deles reconhecidos por Pequim e um representante da Igreja Católica clandestina, para o próximo sínodo organizado no Vaticano, no início de outubro. A informação é da agência católica Asia News.
Se os quatro bispos forem autorizados pelo governo chinês a viajar para o Vaticano, esta será a primeira vez em que as duas Igrejas Católicas da China continental estarão representadas em uma reunião deste tipo.
Os quatro bispos nomeados pelo sumo pontífice são o monsenhor Antonio Li Duan, arcebispo de Xian; monsenhor Luigi Jin Luxian, bispo de Xangai; monsenhor Luca Li Jungfeng, bispo de Fengxiang (Shaanxi); e monsenhor Giuseppe Wei Jingyi, bispo de Qiqihar, que não é reconhecido pelas autoridades chinesas.
"A escolha dos quatro bispos dos dois ramos da Igreja significa que, para a Santa Sé, existe apenas uma Igreja Católica na China", afirmou a Asia News. "A nomeação é considerada pelo Vaticano um convite cordial e amistoso ao governo chinês para que inicie um diálogo com a Santa Sé", acrescentou.
As duas Igrejas Católicas chinesas - a oficial e a clandestina - reivindicam cada uma milhões de fiéis, e desenvolveram relações informais. China e Vaticano não mantêm relações diplomáticas, embora o Vaticano reconheça Taiwan.
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