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O papa Bento XVI disse neste domingo esperar que a visita de quatro dias à sua terra natal tenha mostrado ao mundo "a outra Alemanha" de recursos espirituais e culturais, em contraste com o vergonhoso período nazista do país.
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Bento fez o comentário no pronunciamento final de sua viagem, a uma audiência de mais de 1 milhão de pessoas, a maior parte jovens vindos de todos os cantos do mundo para o Dia Mundial da Juventude festejado pela Igreja Católica.
"Esses dias que passaram juntos deu a muitos homens e mulheres jovens do mundo todo a oportunidade de se tornarem mais familiarizados com a Alemanha", disse o papa na cerimônia de despedida, pouco antes de embarcar em um avião para Roma.
"Nós estamos todos cientes do mal que emergiu de nossa terra natal durante o século 20, e nós reconhecemos isso com vergonha e sofrimento", disse o papa ao público no aeroporto, onde estava também o presidente da Alemanha, Horst Koehler.
"Durante estes dias, graças a Deus, ficou mais do que evidente que há uma outra Alemanha, uma terra de recursos humanos, culturais e espirituais singulares", afirmou.
O papa, 78 anos, fez seus comentários dois dias depois de sua histórica visita à sinagoga que já foi destruída pelos nazistas, onde ele disse que cristãos e judeus deveriam juntar forças para combater o retorno da "insana ideologia racista" que levou ao Holocausto.
Bento XVI serviu, durante um curto espaço de tempo, a Juventude de Hitler durante a guerra, quando a filiação à organização paramilitar nazista era compulsória, apesar de nunca ter sido membro do partido e de sua família ter se oposto ao regime de Hitler.
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