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 Papa Bento XVI cumprimenta o chanceler alemão Gerhard Schroeder |
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O chanceler alemão e sua adversária nas eleições do mês que vem fizeram peregrinações ao festival católico da juventude no sábado para encontrar-se com o conterrâneo Papa Bento XVI. O chanceler Gerhard Schroeder, que enfrentará os eleitores no dia 18 de setembro, foi o primeiro visitante recebido por Bento XVI, em um dia que será marcado pela visita, no fim da tarde, de líderes da minoria muçulmana turca da Alemanha.
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Uma hora depois, o pontífice recebeu Angela Merkel, a líder do partido Cristão Democrata que espera ocupar o posto do social-democrata Schroeder como a primeira mulher chanceler da Alemanha. Merkel está à frente das pesquisas de opinião e comentaristas ironizam o fato de que Schroeder precisa de um milagre para vencer.
"Estamos todos muito orgulhosos de ter um papa alemão", disse Merkel, filha de um pastor protestante. Ela disse ter conversado com o papa sobre ecumenismo e a política alemã e européia. Schroeder não disse nada depois do encontro.
Bento XVI deve reunir cerca de 800 mil fiéis em sua missa no domingo, enquanto Schroeder e Merkel freqüentemente falam para menos de 800 pessoas.
O encontro do Papa com líderes muçulmanos no final da tarde deve ser o ápice político do dia. O Papa, em uma visita de quatro dias para o festival do Dia da Juventude Mundial da Igreja, teve encontros cordiais com grupos judeus e protestantes, mas a conversa com os muçulmanos pode ser mais tensa devido à oposição do pontífice ao pedido da Turquia de se juntar à União Européia.
Contraste à Europa
Antes de se tornar papa, o cardeal Joseph Ratzinger havia dito que a Turquia, país muçulmano mas secular, deveria buscar seu futuro em uma associação de países islâmicos, não com a União Européia, que possui raízes cristãs.
A Turquia sempre esteve em "contraste permanente com a Europa," disse o então cardeal em uma entrevista no ano passado à revista francesa Le Figaro, acrescentando que a união da Turquia com a Europa seria um engano.
Integrantes da Autoridade Religiosa Islâmica Turca, que administra muitas mesquitas na Alemanha, e o conselho central islâmico da Alemanha terão um breve encontro com o Papa.
Cerca de 3,2 milhões de muçulmanos vivem na Alemanha, sendo que dois milhões são de origem turca. Bento XVI disse, pouco depois de ser eleito, que gostaria do crescimento do diálogo entre muçulmanos e cristãos tanto a nível local quanto internacional. Um dos maiores desafios que o Papa deverá enfrentar será o de manter relações amigáveis com outras religiões, fato ao qual o papa era contrário em seus tempos de cardeal.
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