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Centenas de milhares de jovens dos cinco continentes deram nesta quinta-feira as boas-vindas ao papa Bento XVI à cidade de Colônia em uma festiva cerimônia realizada no rio Reno e na catedral. "Queridos jovens, a felicidade que vocês procuram, a felicidade que vocês têm direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré. Só Ele dá plenitude de vida à humanidade. Quem deixa Cristo entrar em sua vida não perde nada, absolutamente nada do que a torna bela, livre e grandiosa", disse o Pontífice. "Podem ter certeza, Cristo não tira nada do que é bonito e grandioso que há em vocês. Ele leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo", acrescentou. Contente, satisfeito de estar em sua Alemanha natal e em meio aos sentinelas do futuro, como João Paulo II chamava os jovens, o papa foi de navio a seu primeiro encontro com participantes da XX Jornada Mundial da Juventude. Após deixar o arcebispado, onde está hospedado nestes quatro dias de viagem, Joseph Ratzinger foi ao dique de Rodenkirchenbrucke, onde embarcou no "Rhein Energie", na qual percorreu dez quilômetros do Reno, o grande rio que banha a cidade. Para garantir a segurança da viagem, 300 mergulhadores observaram o Reno nos últimos dias, e vários policiais armados fizeram a vigilância hoje com lanchas nas águas do rio. O navio em que o papa viajou foi escoltado por outros cinco, representando os cinco continentes. Bento XVI ficou na proa, junto a 60 jovens, e ao lado de cardeais, bispos e religiosos. Milhares de jovens o receberam com aplausos e canções nas margens do rio. No meio da viagem, em frente ao dique Poller Rheinwiesen, o Pontífice fez um discurso às dezenas de milhares de jovens reunidos no local, e lembrou que esta XX Jornada Mundial da Juventude foi convocada pelo falecido João Paulo II, "o grande papa que soube entender os desafios apresentados atualmente aos jovens". "João Paulo II não hesitou em incitá-los a proclamar com coragem o Evangelho e a ser construtores sem medo da civilização da verdade, do amor e da paz", disse Joseph Ratzinger, acrescentando que agora tem a responsabilidade de dar continuidade à "extraordinária herança espiritual" deixada por Karol Wojtyla. Na mesma linha que João Paulo II, Bento XVI pediu aos jovens que "abram" seu coração a Deus. "Deixem-se surpreender por Cristo. Dêem a Ele o direito de falar a vocês durante estes dias. Abram a porta da liberdade de vocês a Seu amor misericordioso. Deixem que Ele ilumine suas mentes e dê carinho a seus corações", pediu o papa. O Pontifice exortou os jovens a superarem o cansaço e os sacrifícios, sem ceder à tentação e ao desalento, assim como fizeram os Reis Magos quando procuravam Cristo. As relíquias dos três reis vindos de Oriente são veneradas na catedral de Colônia. Bento XVI disse que hoje não se procura mais um rei, mas os homens estão preocupados com a situação no mundo e se perguntam que caminho devem tomar. "Que caminho, o sugerido pelas paixões ou o indicado pela estrela que brilha na consciência?, perguntou. A resposta, disse, é Cristo. Ratzinger cumprimentou todos os presentes, "também os que estão aqui e não receberam o batismo e os que não se reconhecem na Igreja". A todos pediu que abram o coração a Cristo. Aos católicos, pediu que recuperem o costume de rezar. A comitiva papal prosseguiu a viagem pelo rio até o dique Hohenzollernbrücke, onde desembarcou. Acompanhado por jovens que levavam a Cruz da Jornada Mundial da Juventude, Bento XVI se dirigiu à catedral, símbolo da cidade, onde são guardadas desde 1164 as relíquias dos Reis Magos. O papa cumprimentou doentes e jovens com problemas psiquiátricos e depois fez um discurso dedicado a Colônia na praça Roncalliplatz. Ele disse que a cidade alemã é, ao lado de Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela (Espanha), um dos lugares de peregrinação mais importantes do Ocidente cristão. Lembrou as raízes cristãs de Colônia e de toda a Europa, e ressaltou a importância de ampliar os laços e as relações entre os povos, culturas e civilizações. Nesse sentido, lembrou que amanhã se reunirá com a comunidade judaica e irá à Sinagoga de Colônia, transformando-se no segundo papa a entrar em um templo israelita, após a histórica visita de João Paulo II à sinagoga de Roma, em 1986. Também se reunirá com representantes das igrejas protestantes e da comunidade muçulmana. "Agradeço a todos por sua presença em Colônia por ocasião deste grande encontro, esperando que isso faça progredir o caminho da reconciliação e da unidade entre os homens", disse Bento XVI.
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