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A multidão será a mesma, mas a estrela no palco será diferente. O papa Bento XVI inicia sua primeira viagem internacional nesta quinta-feira e cada movimento seu será acompanhado de perto. O papa alemão vai a Colônia, sua terra natal, onde fica por quatro dias para encerrar o Dia Mundial da Juventude. Será a primeira edição do evento sem o homem que o fundou ¿ o papa João Paulo II. "Todo papa tem sua personalidade própria e ninguém deve esperar uma cópia do papa João Paulo", disse o cardeal alemão, Karl Lehmann, de Mainz, em entrevista à Reuters. "Nem o papa Bento 16 tentaria imitá-lo." E apesar de Bento XVI saber que não pode fascinar os jovens como seu antecessor, ele terá que dar continuidade aos esforços de João Paulo II para atrair jovens à Igreja Católica. De acordo com estatísticas do Centro para Estudo de Cristianismo Global, do Seminário Teológico Gordon-Conwell, o número de cristãos na Europa Ocidental continuará a cair nas próximas duas décadas, enquanto o de adeptos do islamismo aumentará. Em sua primeira entrevista desde a eleição, Bento XVI disse neste domingo à Rádio Vaticano que espera que os jovens vejam o cristianismo como sustento novo para a vida moderna, e não como um discurso antiquado, repetido há dois mil anos. "Eu quero mostrar a eles que é bonito ser cristão. Muitas pessoas acham que o cristianismo é um monte de regras, proibições e dogmas que você tem que seguir e que, consequentemente, é um fardo pesado", afirmou o papa. O fato de Bento XVI fazer sua primeira viagem internacional exatamente para sua terra natal não foi premeditado, visto que o local do evento foi escolhido anos antes da sua eleição. Na Alemanha, o papa também se encontrará com judeus, muçulmanos, protestantes e líderes políticos.
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