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O Novo Papa
Joseph Ratzinger, intransigente guardião do dogma
 
Reuters
Papa era progressista antes de 1968, segundo ex-aluno
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O cardeal alemão Jospeh Ratzinger, o papa Bento XVI, é o líder dos conservadores e o guardião intransigente do dogma contra os desvios de uma Igreja que se tornou, segundo ele, "um barco prestes a afundar".

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Brilhante teólogo, o decano do Sacro Colégio dirigia antes da morte de seu antecessor, João Paulo II, a poderosa Congregação para a Doutrina da Fé, a herdeira da Santa Inquisição, famosa por suas fogueiras e seus autos-de-fé no fim da Idade Média.

Seus partidários, que o apelidaram orgulhosamente de "o Grande Inquisidor", elogiam sua ação para "reduzir ao silêncio os teólogos dissidentes e esmagar as heresias". Ratzinger já havia aparecido nas reuniões preparatórias do conclave como o candidato favorito à sucessão de João Paulo II.

Encarregado este ano por seu antecessor de redigir os textos de meditação do caminho da cruz para a Semana Santa, ele elaborou um verdadeiro rogatório no qual fustigou o "orgulho", as "torpezas" e a "auto-suficiência" dentro da Igreja.

"Muitas vezes, Senhor, tua Igreja parece um barco prestes a afundar", lamentou. O tom não constituiu uma surpresa, dada a extrema intransigência do personagem.

O cardeal Ratzinger é odiado por muitos católicos progressistas. De fato, suas proibições são tanta, que muito consideram "incontáveis": não à ordenação das mulheres, não ao casamento dos padres, não ao homossexualismo, não ao comunismo e não à Turquia dentro da Europa.

Suas posições radicalmente negativas já estiveram perto de desencadear crises políticas. Em 2004, Ratzinger se opôs publicamente à integração da Turquia muçulmana na União Européia, o que qualificou de "enorme erro" e de "decisão contra a história".

Frente à crise na qual está submersa a Igreja, ele preconiza uma aproximação com os movimentos católicos mais fundamentalistas. "Quanto mais uma religião se assimila ao mundo, mais ela se torna supérflua", afirmou Ratzinger em outubro de 2004, numa entrevista à revista italiana Panorama.

"Ao contrário, os novos movimentos cristãos, como os evangelistas, os carismáticos ou as igrejas livres na Alemanha, estão em pleno desenvolvimento, pois defendem com unhas e dentes os grandes valores morais contra a evolução das mentalidades", acrescentou.

"Estes grupos eram considerados há pouco tempo pela Igreja como fundamentalistas, mas eles estão começando a se reaproximar, pois perceberam que somente a Igreja defende os valores morais; e aceitamos com grande prazer esta reaproximação", finalizou.

Papa era progressista antes de 1968, segundo ex-aluno
Joseph Ratzinger era um progresista antes de ser líder dos conservadores na Igreja Católica, segundo um de seus ex-alunos de teologia.

"Achou muito ruim a revolta dos estudantes em 1968, considerando que levaria ao caos e, desde então, passou a defender posições conservadoras", declarou Werner Jeanrond, 50 anos, professor de Teologia Sistemática na Universidade de Lund (sul da Suécia).

"Ratzinger confirmará todos os dogmas, o celibato dos sacerdotes será mantido, nada mudará", segundo Jeanrod, que defende posições progressistas na Igreja Católica sueca (2% da população).

"É um homem muito simpático, era muito amável, mas é um grande ideólogo. Como João Paulo II, filosoficamente é aberto, mas teologicamente é um conservador", acrescentou o ex-aluno de Ratzinger, agora casado com uma sueca, protestante luterana, e pai de dois filhos.

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Redação Terra