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O Novo Papa
Quarta, 20 de abril de 2005, 06h45  Atualizada às 09h17
Jornais destacam eleição do papa Bento XVI
 
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A eleição de Joseph Ratzinger como Papa Bento XVI, sucessor de João Paulo II, foi repercutida em praticamente todos os jornais do mundo ocidental nesta quarta-feira. Aos 78 anos, o papa Bento XVI "sabe que pode ter um papado breve e pretende agir rápido para fazer sua marca na Igreja Católica Romana e reverter seu declínio no Ocidente secular", segundo o jornal americano The New York Times.

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De acordo com o diário americano, o novo pontífice vai surpreender especialmente os que esperam que ele siga as pegadas de seu antecessor.

O New York Times publica declarações do acadêmico conservador americano George Weigel, que acredita que o novo papa "vai levar a reevangelização, especialmente da Europa, muito a sério".

"Eu acredito que isso represente um reconhecimento da parte dos cardeais de que a grande batalha do mundo continua sendo travada dentro das cabeças dos seres humanos: é uma batalha de idéias", disse Weigel.

Sandro Magister, especialista em Vaticano da revista italiana L'Espresso, é citado no artigo do New York Times dizendo que "espera uma grande limpeza da casa não muito diferente das reformas gregorianas às quais a Igreja deu início sob o papado de Gregório VII, que comandou o catolicismo de 1073 a 1085. Aquela reforma provocou o fim do casamento de clérigos e da compra e venda de favores espirituais como as indulgências".

"O cardeal Ratzinger falou e escreveu energicamente sobre sua percepção de ameaças à Igreja, tanto internas quanto externas. Quer se trate de teólogos dissidentes, padres pedófilos, "católicos de lanchonete" que desprezam a proibição dos métodos contraceptivos artificiais ou do "celibato" do clero do Terceiro Mundo que mantém amantes, a solução do novo papa provavelmente será uma reiteração mais enérgica do credo da Igreja e da necessidade de viver por ela ou de deixá-la", diz o New York Times.

Repercussão na imprensa alemã
O jornal popular alemão Bild destaca a nacionalidade do novo papa dizendo que houve júbilo "na praça de São Pedro, no mundo inteiro e especialmente na Alemanha" quando "o alemão" apareceu na janela voltada para a praça.

O novo papa representa a continuidade, mas terá que abraçar reformas para não levar a Igreja Católica para um beco sem saída, segundo artigo publicado no jornal alemão Süddeutsche Zeitung nesta quarta-feira.

"Ele representa uma Igreja que tem um perfil claro e está preservando sua identidade", diz o jornal, que descreve sua oposição autodeclarada ao relativismo e apoio forte à fé como "um programa pessimista".

Mas o jornal acrescenta que o novo papa, Joseph Ratzinger, não é obcecado pelo poder, mas "um intelectual astuto que não consegue entender que outras pessoas também têm argumentos."

De acordo com o periódico alemão, além de preservar e fortalecer a identidade da Igreja Católica, Bento XVI terá que "representar uma Igreja que enfatiza a solidariedade" e uma "que está disposta a se questionar".

O Frankfurter Allgemeine Zeitung, também da Alemanha, diz que o grau de unanimidade entre os cardeais que elegeram Joseph Ratzinger como o novo papa mostra que eles desejam que ele una a Igreja.

Já o Die Welt afirma sua reputação como conservador é um chavão, alegando que o finado papa João Paulo II não poderia ter aberto a Igreja para o mundo como fez sem o apoio de Joseph Ratzinger.

O jornal diz ainda que o novo papa está disposto "como ninguém" a admitir que a Igreja existe em um ambiente que, com freqüência, fica distante da religião.

Rito latino
O El País, da Espanha, diz que o novo papa considera algumas das reformas do Concílio Vaticano II "erradas" e talvez tente restaurar parcialmente o antigo rito latino e o canto gregoriano.

"Dentro de cinco dias é que se vai começar a saber" se o novo papa "segue sendo o grande inquisidor, o guardião dos fundamentos, o flagelo dos hereges ou se, como papa, será algo mais", diz o jornal.

O jornal espanhol afirma ainda que, em 23 anos, ele "condenou ao ostracismo mais de cem teólogos".

Na Itália, poucos ficaram surpresos com a escolha de Ratzinger como papa.

Segundo o jornal La Repubblica, ele foi "o único cardeal que entrou no conclave já com um monte de votos".

"Nós não podemos mais dizer que 'aquele que entra no conclave como papa sai cardeal'", segundo Il Messaggero, referindo-se à máxima usada para explicar por que os favoritos geralmente não conseguem ser eleitos por seus pares.

O vaticanista Orazio Petrosillo, disse ao Il Messaggero que a brevidade do conclave, o segundo mais rápido da história moderna, deu "um forte sinal de unidade".

"Os homens de hoje - e cardeais não são diferentes - precisam de esperança, mas também de diretrizes sólidas."

'Cão-de-guarda de Deus'
Mas alguns viram sinais de mudança no breve discurso de Bento XVI logo após o anúncio de sua eleição. "Ele se apresentou aos fiéis, mas não se entregou à multidão", observou o analista Ezio Mauro no jornal La Repubblica ao comparar o novo papa a seu antecessor, João Paulo II, que era uma estrela da mídia e sabia agradar multidões.

"Ele será um papa amado e temido, um intelectual vestido de pastor", disse o Corriere della Sera.

O La Stampa acredita que Ratzinger ainda vai surpreender como papa, mostrando-se "exigente, mas afetuoso".

O jornal considera injusto seu apelido passado, de "cão-de-guarda de Deus".

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