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O Novo Papa
Domingo, 17 de abril de 2005, 14h27 
Cardeais que vão escolher o papa se isolam
 
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Começou na tarde deste domingo o período de silêncio e isolamento dos 115 cardeais que têm a tarefa de eleger o novo papa.

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Eles estão isolados na Casa Santa Marta, perto da Capela Sistina, no Vaticano, o local onde os cardeais vão dormir e fazer suas refeições nos intervalos dos encontros para votação que serão realizados na capela.

A falta de fiéis e turistas na Piazza del Suffizio, por onde os cardeais passavam rumo à Casa Santa Marta, deixa claro que o papa que já foi continua atraindo mais atenção do que o papa que ainda será.

A poucos metros dali, dezenas de guarda-chuvas se aglomeravam nas portas da Basílica de São Pedro, em cuja cripta fica o túmulo de João Paulo 2º.

Frio e chuva

Na Piazza del Suffizio, a chuva e o frio não encorajaram nem os jornalistas.

No imenso espaço reservado para a imprensa, havia apenas meia dúzia deles, e praticamente nenhum turista.

Os cardeais começaram a chegar por volta das 16h, no horário local (11h em Brasília).

A maioria veio sozinha, sempre num carro particular, conduzido por um motorista. Alguns vieram acompanhados de um colega ou em grupo.

Neste domingo à noite, os 115 cardeais se reúnem para jantar. Terminadas as reuniões da Congregação Geral, onde o tema da eleição do papa somente aparecia em conversas particulares, agora é hora de dedicar-se exclusivamente ao assunto.

O conclave vai ser aberto oficialmente nesta segunda-feira, às 10h, no horário local (5h em Brasília), com uma missa na Basílica de São Pedro.

Às 16h30, os cardeais seguem em procissão rumo à Capela Sistina, ritual que será transmitido pela televisão. Esta será a última vez que os integrantes do conclave serão vistos pelo público antes da eleição do novo pontífice.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro-Valls, "em relação à primeira votação na segunda-feira, os cardeais vão decidir se votam ou não depois de ter entrado no conclave na tarde de segunda-feira".

A primeira votação, portanto, pode ser realizada apenas na terça-feira, o que, aliás, foi a pratica na maioria dos conclaves anteriores.

Rotina

A partir de terça-feira, a rotina dos cardeais será a mesma durante os três primeiros dias: às 7h30, participam de uma missa na Igreja de Santa Marta, e às 9h, se reúnem na Capela Sistina.

Haverá duas votações durante a manhã e outras duas à tarde. Depois de cada período, os votos serão queimados, produzindo os sinais de fumaça, que são aguardados por volta do meio-dia e das 19h.

Caso o papa seja eleito na primeira votação de algum dos dois períodos, a fumaça virá antes desses horários.

Caso os cardeais não cheguem a um consenso nestes três primeiros dias, haverá um dia de descanso, para reflexão e orações, e depois o processo é retomado com 7 votações, seguidas de mais um dia de descanso.

Esse processo pode ser repetido mais duas vezes, caso nenhum papa seja eleito.

Depois disso, se ainda não houver um nome que garanta dois terços dos votos, o papa é escolhido por maioria absoluta.

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