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O Novo Papa
Domingo, 17 de abril de 2005, 09h55 
Conclave começa nesta segunda sem favoritos
 
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Cento e quinze cardeais, procedentes de 52 países, juntam-se a partir desta segunda-feira para eleger o 265º papa da história da Igreja, no Conclave que começa sem um candidato favorito e com uma divisão entre os purpurados.

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Os cardeais se reunirão na Capela Sistina, que João Paulo II chamou de "santuário da teologia do corpo humano", às 14h30 (11h30 de Brasília) e o Conclave começará depois que eles jurarem manter segredo sobre tudo o que se disser ou se fizer no local.

Por enquanto, não se sabe se os cardeais votarão amanhã à tarde e se haverá a primeira "fumaça", que anuncia ao mundo se há ou não um novo papa. Se um Pontífice tiver sido eleito, a fumaça é branca, caso contrário, é preta.

A possível primeira votação será decidida pelos próprios cardeais, levando em conta os tempos estabelecidos.

Amanhã, além dos 115 juramentos e do "Veni Creator Spiritus", hino de inovação ao Espírito Santo, também deve ocorrer uma meditação comandada pelo cardeal Tomas Spildlik sobre os problemas da Igreja e a eleição do papa.

Em Conclaves anteriores, não se votou no primeiro dia, por isso não se descarta que ocorra o mesmo amanhã. Se for assim, a primeira votação será na terça-feira.

Para ser eleito papa, o papável precisa receber dois terços dos votos dos cardeais eleitores. Visto que são 115, são necessários 77.

Nos três primeiros dias estão previstas duas votações de manhã e duas à tarde.

Se depois desses três dias nenhum candidato tiver alcançado 77 votos, haverá um dia de reflexão e orações em que não se votará.

Depois, serão retomadas as votações, que podem se repetir sete vezes.

Se também não for eleito um papa, haverá um novo dia de reflexão.

Depois, haverá outras sete possíveis votações. Caso não se chegue a um consenso, haverá outra pausa para reflexão e outras sete votações.

Depois dessas votações, o novo Pontífice será eleito entre os dois mais votados, mas sempre terá que conseguir a maioria absoluta dos votos.

João Paulo II foi eleito em outubro de 1978 na oitava votação, enquanto João Paulo I foi eleito na quarta.

Não se descarta que o futuro Pontífice seja eleito a partir do quarto dia de votações, visto que, segundo as poucas informações que saem do Vaticano, não há, por enquanto, um candidato que reúna um número grande de votos.

Uma vez eleito o novo papa, o decano do Colégio Cardinalício lhe fará a pergunta: "Você aceita sua eleição canônica para Sumo Pontífice?". Se aceitar, se perguntará ao Pontífice como ele gostaria de ser chamado.

Cerca de uma hora depois, quando o papa eleito tiver se retirado para a sacristia da Capela Sistina para meditar sozinho e experimentar uma das três batinas brancas já preparadas, será anunciado ao mundo e aparecerá na sacada central da basílica para dar a bênção Urbi et Orbi.

Amanhã de manhã, antes de entrarem na Capela Sistina, os cardeais concelebrarão, às 5h00 de Brasília, na Basílica de São Pedro, a missa votiva "Pro Eligendo Pontifice". O cardeal decano, Joseph Ratzinger, um dos que estariam com maior apoio, mas não o suficiente para ser eleito, comandará a celebração.

Durante o Conclave, os cardeais se hospedarão no Residencial Santa Marta, no Vaticano, de onde irão todos os dias até a Capela Sistina. A distância é de um quilômetro e eles poderão ir a pé ou de ônibus.

O Vaticano garantirá que durante o Conclave os cardeais fiquem isolados, para isso não se permitirá que ninguém se aproxime deles e as áreas por onde passarem estarão isoladas.

Na Capela Sistina, tudo já está pronto: as 12 mesas em que se sentarão os 115 cardeais, a mesa onde se recolherão as cédulas, o atril com o Evangelho em que os cardeais jurarão e a estufa pela qual sairão as fumaças.

Para garantir o caráter secreto do Conclave, especialistas do Vaticano tomaram medidas rigorosas para que na capela não sejam instalados aparelhos de gravação e transmissão.

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EFE

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