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Popocatépetl entra em erupção no México

23 de fevereiro de 2003 22h40

O vulcão Popocatépetl, a sudeste da capital mexicana, lançou hoje duas novas colunas de fumaça, que alcançaram dois e quatro quilômetros de altura, respectivamente. O Centro Nacional de Prevenção de Desastres (Cenapred), encarregado da observação do comportamento do vulcão, explicou que as exalações estiveram acompanhadas de explosões no interior da cratera, o que ocasionou a expulsão de material incandescente.

O Popocatépetl lançou hoje às 13h (16h Brasília) a primeira grande coluna de fumaça, que atingiu quatro quilômetros de altura e expeliu fragmentos incandescentes a dois quilômetros do raio da cratera. Três horas depois foi registrada uma nova explosão na montanha, que provocou uma coluna de fumaça e cinzas de até dois quilômetros de altura.

O coordenador do Plano Operacional Popocatépetl, Ramón Peña, explicou que estas explosões são normais num vulcão ativo e estão relacionadas com a destruição do domo de lava do interior da cratera. Peña garantiu que, apesar da intensidade dos fenômenos, não existe nenhum risco para as pessoas que vivem em comunidades próximas ao vulcão, de 5.542 metros e localizado a cerca de 64 quilômetros da capital mexicana. Ele informou, entretanto, que se mantém o alerta em "amarelo fase 2", com restrição de acesso num raio de 12 quilômetros ao redor da montanha.

Nos últimos dias, o Popocatépetl intensificou sua atividade, o que causou preocupação entre os moradores. "Este comportamento não implica que a população esteja em risco. Não vai implicar maior problema, porque os outros parâmetros do vulcão não sofreram mudanças que nos indiquem que sua atividade vá aumentar", afirmou Peña. As autoridades do estado de Puebla disseram, por sua vez, que diante do aumento da atividade do vulcão, foi intensificada a vigilância nos arredores.

O Popocatépetl, que entrou em atividade em 1994, fica entre os estados do México, Puebla e Morelos. Em maio de 1996, cinco pessoas morreram perto da cratera por causa de uma explosão em seu interior e, em dezembro de 2000, novas explosões fizeram com que milhares de pessoas evacuassem a região.

EFE
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