Milhares de pessoas celebraram o ano-novo na Times Square
Foto: AP
Os festejos, celebrados em diferentes momentos em todo o globo por causa do fuso horário, começaram na Oceania e foram concluídos no continente americano. Quase todas as cidades do mundo intensificaram os dispositivos de segurança por causa dos temores de distúrbios e atos de violência.
EUA
Em Nova York, centenas de milhares de pessoas compareceram no sábado à célebre Times Square para festejar a chegada do Ano Novo, em meio a um forte esquema de segurança e com temperatura inferior a zero grau.
A multidão explodiu em gritos e abraços durante a descida da tradicional bola luminosa de meia tonelada, decorada com mais de 500 triângulos de cristal, que marcou o início do novo ano.
O trompetista de jazz Wynton Marsalis, de Nova Orleans, uma das cidades mais afetadas pela passagem do furacão Katrina em agosto, foi o responsável por dar início à descida da esfera reluzente.
Brasil
No Brasil, milhões de pessoas vibraram nas ruas do Rio de Janeiro ao receber 2006 em um clima festivo e de paz, depois do grande show pirotécnico realizado na famosa praia de Copacabana, que acabou antes do início da chuva.
Considerado o segundo maior evento da cidade maravilhosa, atrás apenas do Carnaval, a festa de ano-novo foi celebrada apenas em Copacabana por mais de 2,2 milhões de pessoas, sendo 580 mil turistas que, segundo as autoridades, gastarão US$ 179 milhões.
Argentina
Na cidade argentina de La Plata (60 km ao sul de Buenos Aires), combinando os festejos com a política, uma gigantesca queima de bonecos culminou com a incineração de marionetes de figuras como o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e do próprio presidente da Argentina, Néstor Kirchner.
Equador
O Equador também recebeu 2006 com a exibição de bonecos satirizando os políticos, como o ex-presidente Lucio Gutiérrez, que foi destituído em abril passado e está preso em uma penitenciária de Quito, além de Alfredo Palacio, sucessor de Gutiérrez.
Austrália
Em Sydney, 1,7 mil agentes participaram na prevenção de qualquer foco de violência racial como a registrada no início de dezembro entre australianos brancos e jovens imigrantes.
Ásia
Toda a Ásia programou atividades especiais para receber o ano-novo. Hong Kong organizou um espetáculo de som e luz gigantesco no famoso porto de Victoria. Em Pequim, os sinos ressoaram 12 vezes e os tambores deram as boas-vindas a 2006.
Este ambiente festivo na Ásia contrastou com o do ano passado, quando as orações e os pedidos de ajuda substituíram a alegria e a festa, depois da passagem da tsunami em 26 de dezembro que deixou mais de 220 mil mortos.
Na Indonésia um atentado com carro-bomba em um mercado da província de Sulawesi (centro) deixou oito mortos e 48 feridos, mesmo com as forças de segurança em estado de alerta por causa do medo de eventuais ataques terroristas, como os registrados em 2005 em todo o mundo, de Bali a Londres passando por Bagdá ou Nova Délhi.
Europa
Na Europa as celebrações se estenderam à maioria das capitais, apesar das baixas temperaturas e da tensão entre Rússia e Ucrânia pelo início da interrupção do fornecimento de gás por parte da gigante russa Gazprom ao território ucraniano na manhã deste domingo.
Os londrinos saíram às ruas e seguiram para Trafalgar Square, apesar da greve dos funcionários do metrô ter deixado a capital britânica sem seu principal transporte público. Em Paris, 500 mil pessoas, segundo a polícia, celebraram o Ano Novo na avenida Champs Elysées, que este ano contou com um rígido esquema de segurança para evitar maiores incidentes.
Na área da Torre Eiffel, quase 60 mil pessoas se reuniram para festejar as primeiras horas de 2006. Em todo o país foram queimados 425 veículos durante a última noite de 2005, contra 330 carros incendiados no ano anterior. Além disso, a polícia prendeu 362 pessoas.
Na Espanha, o relógio da Porta do Sol, no centro de Madri, acompanhou as 12 badaladas da meia-noite com um espetáculo audiovisual sobre Dom Quixote para a despedida do ano do IV Centenário da morte de Cervantes. Em Berlim, capital da Alemanha, um milhão de pessoas, segundo os organizadores, deram as boas-vindas ao ano da Copa do Mundo, que começou como 2005, com temperaturas muito baixas (-1 grau).
Na capital da Eslováquia, Bratislava, milhares de pessoas receberam 2006 com um espetáculo musical acompanhado por um jogo de luzes organizado sobre o Danúbio.
Iraque
No Iraque, o presidente Jalal Talabani disse que esperava um governo de união nacional para atuar contra a insegurança e o abandono dos serviços públicos. No Líbano muitos cidadãos se recusaram a passar a virada do ano em locais públicos por causa da insegurança no país.
Muitos israelenses também celebraram a data, apesar da desaprovação do rabinato, que considera que se trata de uma festividade apenas cristã.

- AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.


Assista agora »
Assista agora »

