Masako, que sofre de um profundo estado depressivo que a manteve afastada dos atos públicos desde dezembro de 2003, participou dessa cerimônia, à qual assistiram os imperadores, Akihito e Michiko, o príncipe Naruhito e seu irmão Akishino, o chefe do Governo japonês, Junichiro Koizumi, e vários ministros.
Amanhã, o imperador do Japão e sua mulher devem cumprimentar do balcão do Palácio Imperial milhares de pessoas que prestam homenagem à família imperial no centro de Tóquio.
Em sua mensagem de Ano Novo, divulgada hoje, o imperador Akihito, de 72 anos, lembrou os mortos na Segunda Guerra Mundial, cujo fim completou 60 anos em 2005, e as vítimas dos desastres naturais, dentro e fora do Japão.
A aparição de Masako na recepção deste 1º de janeiro foi uma surpresa, pois é sabido que ela ainda não está recuperada da depressão que sofre.
Em julho de 2004, a Casa Imperial reconheceu que a princesa sofria um "transtorno adaptativo", doença caracterizada por sintomas de ansiedade e estado de ânimo depressivo.
Antes, em maio daquele ano, quando Naruhito assistiu ao casamento do príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón, o herdeiro do trono japonês surpreendeu todo o mundo com suas críticas implícitas à Casa Imperial pelo tratamento que sua esposa tinha recebido.
O príncipe disse então para um grupo de jornalistas que haviam negado a Masako o exercício de muitas de suas aptidões como diplomata, com numerosos fatores que atuaram "contra de sua personalidade".
A imprensa japonesa atribuiu esse mal-estar de Masako ao regime enclaustrado da Casa Imperial, mas também às pressões exercidas neste círculo para que Masako concebesse um filho varão para prolongar a linha de sucessão masculina ao Trono do Crisântemo.
Masako contraiu casou-se com o príncipe herdeiro japonês em 1993, mas o casal teve que esperar oito anos até poder celebrar o nascimento de seu primeiro filho, uma menina, a princesinha Aiko, de 4 anos.
Tais pressões diminuíram em 2005, depois que o Governo japonês, liderado por Koizumi, anunciou que está disposto a modificar a atual Lei de Sucessão, a fim de que a única filha de Naruhito e Masako possa herdar a monarquia mais antiga do mundo.
Em 9 de dezembro, por ocasião de seu 42º aniversário, a princesa Masako admitiu em comunicado que estava se recuperando paulatinamente.
Masako insistiu que continuará esforçando-se para "recuperar-se física e mentalmente, a fim de poder assumir gradualmente suas funções reais".
Outro sintoma de que as coisas podem estar mudando para a "princesa triste", como foi chamada pela imprensa sensacionalista japonesa, foi revelado em 25 de dezembro.
Fontes da Casa Imperial indicaram à agência Kiodo que está estudando a possibilidade de que os príncipes herdeiros nipônicos viajem em meados de março ao México por ocasião da realização do Fórum Mundial de Água. Esta seria a primeira viagem ao exterior de Masako em quatro anos.
Com esta viagem, a Casa Imperial seguiria os conselhos dos médicos, que recentemente sugeriram que seria conveniente que Masako pudesse voltar a utilizar sua formação de diplomata, à qual teve que renunciar ao casar-se com o príncipe herdeiro.
A princesa, graduada em Harvard, realizou sua última visita ao exterior em 2002, quando visitou Nova Zelândia e Austrália com seu marido.
Depois começou a propagar-se o rumor de que a Casa Imperial não permitia as viagens de Masako devido a sua impossibilidade para conceber um herdeiro varão ao trono.

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