Em 1 de janeiro de 1959, as forças revolucionárias de Fidel Castro tomaram o poder após derrubar o ditador Fulgêncio Batista, que fugiu do país no mesmo dia. Desde então, Fidel Castro - que em agosto fará 80 anos - governa a ilha, o único país comunista do ocidente.
As festividades se estenderão até 2 de janeiro, com danças e espetáculos de diversas manifestações culturais, que terão como principais palcos as ruas, praças, parques, teatros e outros espaços.
Esse ano, Cuba considera que tem um motivo a mais para comemorar de bom humor os 47 anos da revolução: um crescimento econômico de 11,8%, o mais alto da história da revolução, mesmo com as adversidades climáticas provocadas pelos vários furacões e uma seca severa.
No cálculo do PIB estão incluídas as despesas destinadas à educação, saúde e esportes, setores que a população da ilha recebe gratuitamente, mas além desse valor agregado ao crescimento econômico, foi incorporado o da exportação desses serviços a outros países, como a Venezuela.
Nesses 47 anos, Cuba sobreviveu ao golpe que foi o fim do bloco soviético, que deixou o país em uma profunda crise econômica e obrigou a se abrir para o turismo, hoje o setor mais dinâmico de sua economia, com um crescimento de 12,3% em 2005. A isso se somam o investimento estrangeiro e uma tímida abertura à iniciativa privada.
A abertura está em retrocesso por causa de uma volta à centralização da economia e do saneamento amparado em uma cruzada contra a corrupção, promovida pelas mais altas autoridades do país.
O próprio Fidel Castro insistiu há vários meses nesse aspecto, e na última sessão parlamentar do ano afirmou que "não ficará nada que não esteja sob controle" e que a batalha contra o roubo e a corrupção será vencida.
Além disso, Fidel declarou 2006 como o ano da "revolução energética" em Cuba, com a perspectiva da implementação de um programa que definitivamente livrará os cubanos do incômodo que os blecautes e os longos cortes de luz causaram no verão passado.
O novo programa promete oferecer um milhão de quilowatts adicionais à atual capacidade de geração elétrica instalada, que aumentará para 3.200 megawatts. Se a meta for atingida, em meados de 2006 sobraria eletricidade, que aumentaria quatro vezes em relação à capacidade de consumo da ilha, segundo os cálculos oficiais.
O projeto vai acompanhado de um plano de economia de energia, sustentado em uma nova tarifa elétrica que penaliza os altos consumidores e eleva o custo do serviço em até 300%, depois de manter durante anos preços subvencionados. "Estou convencido de que isto terá repercussão mundial (...) Tudo que nós estamos fazendo, o mundo terá que fazer" disse Fidel Castro, que espera economizar dois terços dos US$ 150 milhões de despesas com combustíveis em 2006.
À par dessa medida, o líder cubano se comprometeu com a reabilitação do sistema de distribuição energética do país e também a acabar definitivamente com o desperdício.

- EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.


Assista agora »
Assista agora »

