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Stanley "Tookie" Williams é executado nos EUA

13 de dezembro de 2005 06h55 atualizado às 09h55

Foto de Stanley Tookie Willians em cartaz de manifestante contra pena de morte. Foto: Reuters

Foto de Stanley Tookie Willians em cartaz de manifestante contra pena de morte
Foto: Reuters

O estado da Califórnia executou hoje pela manhã Stanley "Tookie" Williams, o ex-líder de gangue que se transformou em ativista pacifista após ser condenado por quatro assassinatos. Ele recebeu a injeção letal, por volta das 6h (hora de Brasília), na prisão de San Quentín, na região de San Francisco. Tookie teve negado ontem o pedido de clemência pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

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    "Após estudar as evidências, vasculhar a história, ouvir os argumentos e me debater sobre as profundas conseqüências, não encontrei justificativa para conceder a ele a clemência", disse Schwarzenegger.

    Tookie, ex-líder da gangue Crips, foi condenado à pena de morte em 1981 pela morte de quatro pessoas, mas sempre alegou inocência. Na prisão, renegou seu passado de violência, escreveu livros para crianças e foi proposto várias vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

    O caso de Tookie, 51 anos, gerou uma campanha internacional por clemência. Celebridades de Hollywood, entre eles Jamie Foxx e Danny Glover, líderes negros como Jesse Jackson e opositores à pena de morte em todo o mundo se manifestaram em favor de Williams, dando como exemplo seu trabalho contra a violência. Seus defensores afirmam ter recebido "dezenas de milhares" de cartas e e-mails que sustentam que a mensagem do condenado contra as gangues repercute nas ruas e nos centros de detenção de delinqüentes juvenis.

    Protestos
    Após a divulgação da notícia, milhares de pessoas que tinham se reunido no exterior da prisão mostraram seu descontentamento com a morte. "Terminou, mas não terminou", frisou o reverendo Jesse Jackson, referindo-se ao combate do ex-líder de gangues contra a violência.

    Segundo o relato de Steve López, um jornalista do Los Angeles Times que assistiu à execução, Williams "morreu sem apresentar resistência e levantou a cabeça várias vezes enquanto os funcionários da penitenciária lhe amarravam à poltrona para receber a solução letal".

  • Redação Terra