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 Historiador é processado por negar o Holocausto
23 de novembro de 2005 15h04 atualizado às 15h56

O historiador britânico David Irving, conhecido por sua visão controversa da Segunda Guerra Mundial, foi acusado de negar o holocausto, uma ofensa criminal na Áustria, disse um promotor público nesta quarta-feira. Irving, 67 anos, foi preso em 11 de novembro, próximo à cidade de Hartberg, no sul da província de Styria, em cumprimento a uma ordem de prisão expedida em 1989 por violar uma cláusula que torna ilegal a negação do Holocausto na lei da Áustria que proibiu o Partido Nazista.

"A acusação se refere a duas conferências que Irving deu em 1989, nas quais ele negou a existência de câmaras de gás", disse Otto Schneider, porta-voz da promotoria de Viena.

Irving tem duas semanas para contestar as acusações. Na Áustria, negar o Holocausto pode implicar uma sentença de um a dez anos de prisão.

Na sexta-feira, um tribunal irá rever a detenção de Irving e decidir se ele permanecerá sob custódia, disse Schneider. O advogado do historiador, Elmar Kresbach, disse que seu cliente estava estudando as acusações para decidir que atitude tomar. Ele disse que manter Irving sob custódia era injustificável e que seu cliente deveria ser solto sob fiança. "No final das contas, há que se considerar que se trata de um idoso de 67 anos que está detido por algo que disse 16 anos atrás", disse ele.

Em 2000, um juiz da Suprema Corte de Londres, recusando uma ação por calúnia e difamação de Irving contra um professor americano e seus editores, disse que ele era um "ativo negador do Holocausto, anti-semita e racista".

O site de Irving (www.fpp.co.uk) disse que ele havia sido convidado por estudantes para discursar em uma associação universitária na Áustria. Em mensagem datada de 11 de novembro, o site disse que a visita de Irving ao país deveria durar um dia.

Reuters
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