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Vaticano exclui homossexuais do sacerdócio

22 de novembro de 2005 17h25 atualizado às 21h21

A Igreja não admite a presença, nos seminários ou no sacerdócio, de gays ou pessoas que apresentam tendências homossexuais, segundo documento aprovado pelo papa Bento XVI e publicado nesta terça-feira. Tais afirmações fazem parte do documento preparado pela Congregação para a Educação Católica, aprovado pelo papa em 31 de agosto de 2005 e divulgado nesta terça-feira pela agência católica Adista.

Trata-se da "Instrução sobre os critérios de discernimento vocacional das pessoas com tendências homossexuais em vista à sua admissão no seminário e nas Ordens Sagradas", assinada pelo prefeito regional da congregação, o cardeal Zenon Grocholennwski, em 4 de novembro. O segundo capítulo do documento trata do tema "homossexualismo e o ministério ordenado", e especifica a diferença entre os atos e as tendências homossexuais.

Em relação aos atos, o documento assinala que as Sagradas Escrituras os qualificam como pecados graves, e a tradição os considera intrinsecamente imorais e contrários à lei natural. "Por isso não podem ser aprovados de maneira alguma", indica.

Sobre as tendências homossexuais "que se manifestam em um certo número de homens e mulheres", o texto lembra que são consideradas "desordenadas". "Essas pessoas devem ser amparadas com respeito e delicadeza, e não ser objeto de injusta discriminação", afirma a Igreja.

"À luz dessa doutrina, é necessário afirmar que a Igreja, no mais profundo respeito que tem a essas pessoas, não pode admitir no seminário e nas Ordens Sagradas aqueles que praticam o homossexualismo, apresentam tendências homossexuais profundamente arraigadas ou apóiam a chamada cultura gay", afirma o documento.

Essas pessoas, acrescenta o documento, "encontram-se em uma situação que dificulta uma relação correta entre homens e mulheres". Caso se tratem de tendências que expressem apenas um problema transitório, como uma fase inacabada da adolescência, devem ser superadas até "pelo menos três anos antes da ordenação diaconal", acrescenta o texto.

O último ponto abordado no documento é o "discernimento da idoneidade dos candidatos". A este respeito, afirma-se que a vocação é um dom da graça divina, e que apenas o desejo de ser sacerdote "não é suficiente". "Não existe um direito de receber a Ordenação", diz.

Compete à Igreja discernir a idoneidade dos que querem entrar no seminário, e convocar às ordens sagradas os candidatos que julga possuir as qualidades necessárias. Para admitir um candidato no seminário, a Igreja deve verificar sua maturidade efetiva, além de ter uma avaliação positiva sobre suas qualidades.

Em caso de dúvidas, ressalta o documento, o candidato não deve ser admitido na Ordenação. Nos colóquios com o candidato, o diretor espiritual deve recordar-lhes ainda a exigência da castidade sacerdotal, além de se certificar de que não apresente "problemas sexuais incompatíveis com o sacerdócio".

EFE
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