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Profissionais do sexo da UE protestam por direitos

17 de outubro de 2005 14h08 atualizado às 16h27

A prostituta Camille Cabral pediu o fim dos preconceitos contra sua categoria em protesto em Bruxelas. Foto: Reuters

A prostituta Camille Cabral pediu o fim dos preconceitos contra sua categoria em protesto em Bruxelas
Foto: Reuters

Profissionais do sexo na Europa pediram hoje que seu trabalho seja reconhecido, argumentando que merecem os mesmos direitos sociais de outros empregados. Homens e mulheres do Comitê Internacional sobre os Direitos de Profissionais do Sexo na Europa (Icrse) realizaram uma conferência no Parlamento Europeu, pedindo aos 25 países da UE que acabem com a discriminalização à indústria do sexo.

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    "O que fazemos é trabalho e queremos que seja reconhecido como tal", disse a prostituta britânica Ruth Morgan Thomas, da Escócia. Em muitos países europeus, a indústria do sexo floresce no mercado negro, onde as mulheres são traficadas de países pobres. O passaporte delas costuma ser roubado para evitar que escapem da escravidão sexual.

    A prostituição é legal em alguns países da UE e tolerada na maior parte dos países europeus, mas as leis sobre a prostituição e os direitos ligados a ela variam em todo o bloco.

    Os profissionais do sexo acreditam que a regulamentação do setor reduziria a exploração e incentivaria as prostitutas a pagar impostos, a fim de receber direitos e proteção social.

    Camille Cabral, representante da França, disse que era hora de acabar com o estigma associado à indústria sexual.

  • Reuters
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