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 Sul-africano é condenado por jogar negro a leões
30 de setembro de 2005 14h29 atualizado às 15h30

O fazendeiro branco Mark Scott-Crossley foi condenado pela morte de seu ex-empregado. Foto: AP

O fazendeiro branco Mark Scott-Crossley foi condenado pela morte de seu ex-empregado
Foto: AP

Um fazendeiro branco sul-africano foi condenado hoje à prisão perpétua por ter jogado um dos seus empregados negros em jaula de leões. Mark Scott-Crossley foi condenado junto com um empregado, sentenciado a 15 anos por cumplicidade, pela morte de Nelson Chisale.

Segundo a Reuters, após ser espancado, o homem de 41 anos foi deixado na jaula dos leões em 2004. Restos do corpo do empregado foram encontrados na jaula no ano passado.

O caso que chocou a África do Sul traz à tona o problema racial dez anos após o fim da lei do apartheid no país. A morte de Nelson Chisale reforça as acusações de que fazendeiros brancos continuam abusando e explorando trabalhadores negros.

O incidente foi causado por uma discusão entre o ex-empregado e o fazendeiro. Segundo as testemunhas contaram ao júri, Nelson Chisale foi espancado quando ele retornou à fazenda para buscar seus pertences deixados lá quando ele era empregado de Mark Scott-Crossley. O fazendeiro teria chutado o homem e apontado uma arma para ele, ordenando que ele rezasse.

Horas depois, com a ajuda do empregado negro Simon Mathebula, ele jogou Chisale em jaula em refúgio de leões. A autópsia definiu como causa da morte "ferimentos por leões".

Redação Terra