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Cuba se mantém entre os países com "alto" desenvolvimento humano

07 de setembro de 2005 22h28

Cuba se mantém entre os países com "alto" desenvolvimento humano no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado hoje.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado anualmente pelo Pnud, cobre três etapas do bem-estar humano: a renda, a educação e a saúde. Este ano o IDH inclui dados, em sua maioria de 2003, sobre 175 países da ONU, além de Hong Kong e os territórios palestinos ocupados.

Cuba ocupa a 52ª colocação no ranking do IDH, a mesma do ano anterior, abaixo de países latino-americanos como Argentina (34º), Chile (37º), Uruguai (46º) e Costa Rica (47º), e acima do México (53º) e Panamá (56º) na categoria desenvolvimento humano "alto".

A Noruega lidera mais um ano o ranking, e o último lugar pertence a Níger (177º), que está entre os 32 países de "baixo" desenvolvimento humano, como o Haiti (153º).

O relatório deste ano melhora a expectativa de vida dos cubanos, que passou em 2003 para 77,3 anos de idade - 79,2 as mulheres e 75,5 os homens.

Com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita calculado de forma preliminar em US$ 5.400, Cuba destina 6,5% à área da saúde e 9% à educação. A ilha é superada nesta lista apenas por Lesoto (10,4%).

O relatório não cita gastos militares, embora fixe em 49 mil pessoas o efetivo das Forças Armadas do país.

O documento do Pnud afirma que 9% da população carece de um acesso sustentado a fontes de água potável e 2% a saneamento.

Quanto à saúde, 99% das crianças cubanas estão totalmente imunizadas contra a tuberculose e o sarampo, números só igualados na América Latina por Brasil e Equador.

Todos os partos em Cuba são atendidos por pessoal sanitário especializado, da mesma forma que no Chile e no Uruguai. Mas a tais números não chegam países mais avançados como Canadá (98%), Estados Unidos (99%) e França (99%).

Cuba conta com 591 médicos por cada 100 mil habitantes, a segunda maior taxa mundial, e é superada apenas pela Itália (606).

Cerca de 3% da população cubana, segundo o relatório, sofre de desnutrição, 4% dos menores de cinco anos têm um peso menor que a média para sua idade e 5% possuem altura inferior.

A taxa de mortalidade materna é de 33 por cada mil recém-nascidos vivos. As carências econômicas e tecnológicas da ilha são constatadas no aspecto tecnológico, pois só 64 em cada mil cubanos têm uma linha telefônica básica, três possuem aparelhos celulares e nove são usuários de internet, segundo dados de 2003.

As mulheres ocupam 16,2% dos cargos no Governo em nível ministerial (ano 2005) e 36% das cadeiras na Assembléia Nacional do Poder Popular.

Quanto aos direitos humanos, Cuba aparece no relatório como signatária de quase todos os principais documentos internacionais, exceto do Pacto dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966).

EFE
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