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Massacre que levou à queda de Lugo pode ter sido planejado

04 de julho de 2012 15h15 atualizado às 15h27

Conflito entre sem-terra e policiais deixou 17 e mortos e provocou a crise política que culminou com a queda de Lugo. Foto: AP

Conflito entre sem-terra e policiais deixou 17 e mortos e provocou a crise política que culminou com a queda de Lugo
Foto: AP

O massacre de Curuguaty, que foi o estopim para a destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo, pode ter sido parte de um plano político desestabilizador e que o ataque dos sem-terra a policiais "estava previsto", disse nesta quarta-feira o ministro do interior do país, Carmelo Caballero, em um relatório sobre o caso entregue à presidência, informa o site Paraguay.com.

Caballero se reuniu na manhã desta quarta-feira com o presidente Fernando Franco e lhe comunicou os resultados de uma investigação sobre o caso. Segundo ele, o massacre pode ter sido parte de um plano elaborado por políticos para derrubar o então presidente Fernando Lugo.

"Pode ter sido parte de um plano desestabilizador, de um plano para gerar algum tipo de crise e pode ter tido outro foco de atuação posteriormente. Por isso estamos trabalhando para detectar outros focos, inclusive provenientes de instituições públicas", disse Caballero à rádio Cardinal. O ministro indicou que o ataque, ou emboscada aos policiais, "estava previsto". "Alguém treinou os ocupantes de Curuguaty", disse na entrevista.

Além disso, o ministro afirmou que não há provas nem informações consistentes de que membros do grupo do Exército do Povo Paraguaio (EPP) no local em 15 de junho, quando seis policiais e 11 sem-terra morreram em um enfrentamento.

Terra