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Entrada da Venezuela no Mercosul foi decisão unânime, diz Argentina

03 de julho de 2012 00h12 atualizado às 01h03

A Argentina esclareceu nesta segunda-feira que a decisão sobre a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno foi adotada de forma unânime pelos presidentes de Argentina, Brasil e Uruguai durante a cúpula semestral do bloco, realizada na última sexta-feira na cidade argentina de Mendoza.

A posição argentina coincide com a já expressada pelo Brasil, depois de o Governo uruguaio ter surpreendido ao afirmar, através de seu chanceler, Luis Almagro, que o ingresso da Venezuela no Mercosul "não é definitivo" e que o "revisará" juridicamente.

Segundo indicou a Chancelaria argentina em comunicado, na sexta-feira, depois de uma reunião dos presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai), foram ouvidas as posições dos chanceleres e dos assessores jurídicos dos Governos do Brasil e da Argentina. Depois disso, os líderes decidiram pela entrada da Venezuela em uma reunião a sós.

"A análise dos assessores legais presentes também foi unânime ao avaliar que o ingresso da Venezuela cumpre estritamente com os tratados do Mercosul e as legislações nacionais dos países participantes", disse a Chancelaria argentina.

Segundo o comunicado oficial, a resolução aprovando a entrada "foi pactuada entre os chanceleres dos três países e os assessores jurídicos e aprovada pelos presidentes".

A cerimônia de ingresso da Venezuela acontecerá em 31 de julho, no Rio de Janeiro, com a presença dos presidentes de Argentina, Uruguai, Brasil e Venezuela, acrescenta o comunicado.

O ingresso da Venezuela, aprovado em 2006, estava travado pela negativa do Senado paraguaio em ratificar o correspondente protocolo.

O Paraguai foi suspenso do Mercosul depois da destituição do presidente Fernando Lugo em um julgamento político realizado pelo Senado de seu país em cerca de 30 horas.

EFE
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