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Novo presidente paraguaio apresenta plano de governo

01 de julho de 2012 10h49 atualizado às 11h06

Franco assumiu presidência após o impeachment de Lugo. Foto: Reuters

Franco assumiu presidência após o impeachment de Lugo
Foto: Reuters

O presidente do Paraguai, Federico Franco, que assumiu o cargo no dia 22 de junho em substituição a Fernando Lugo, apresenta neste domingo o relatório anual de gestão do Executivo ao Parlamento.

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Franco, que até tomar posse era vice-presidente de Lugo desde 2008, levará o plano de governo ao Congresso para antecipar as diretrizes que pretende adotar para o restante do mandato, que termina no ano que vem.

O relatório de gestão é oferecido no dia 1º de julho de cada ano, em coincidência com a renovação das mesas diretoras das duas câmaras do Congresso, composto pelos mesmos membros que destituíram o Lugo em um julgamento político, no qual o ex-bispo foi acusado de mau desempenho de suas funções.

Com um forte esquema de segurança montado no Legislativo e nos arredores, o novo líder fará seu discurso em uma sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado.

Processo relâmpago destitui Lugo da presidência
No dia 15 de junho, um confronto entre policiais e sem-terra em uma área rural de Curaguaty, ligada a opositores, terminou com 17 mortes. O episódio desencadeou uma crise no Paraguai, na qual o presidente Fernando Lugo, acusado pelo ocorrido, foi sendo isolado no xadrez político. Seis dias depois, a Câmara dos Deputados aprovou de modo quase unânime (73 votos a 1) o pedido de impeachment do presidente. No dia 22, pouco mais de 24 horas depois, o Senado julgou o processo e, por 39 votos a 4, destituiu o presidente.

A rapidez do processo, a falta de concretude das acusações e a quase inexistente chance de defesa do acusado provocaram uma onda de críticas entre as lideranças latino-americanas. Lugo, por sua vez, não esboçou resistência e se despediu do poder com um discurso emotivo. Em poucos instantes, Federico Franco, seu vice, foi ovacionado e empossado. Ele discursou a um Congresso lotado, pedindo união ao povo paraguaio - enquanto nas ruas manifestantes entravam em confronto com a polícia -, e compreensão aos vizinhos latinos, que questionam a legitimidade do ocorrido em Assunção.

EFE
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