Um dos homens esfaqueados pelo manifestante judeu ultra-ortodoxo
30 de junho de 2005
Foto: Reuters
Autoridades de Jerusalém, cidade sagrada para muçulmanos, cristãos e judeus, tentaram impedir a realização da parada gay, pois temiam que ela pudesse provocar atos de violência. Mas o pedido foi negado pela Suprema Corte de Israel.
O porta-voz da polícia de Jerusalém, Shmuel Ben-Ruby, disse que o homem suspeito do esfaqueamento foi preso junto com outros nove manifestantes. Os simpatizantes da parada feridos foram tratados por médicos no local.
Milhares de pessoas participaram da parada no centro da cidade. Na entrada de Jerusalém, os manifestantes colocaram uma faixa que dizia "Bem-vindos a Sodoma". Líderes religiosos do islamismo, catolicismo e judaísmo protestaram contra a marcha.
Judeus ultra-ortodoxos carregavam cartazes nos quais se lia "o homossexualismo não é normal". Quando a parada passou diante da Grande Sinagoga de Jerusalém, um grupo de rabinos esperava os gays com um cartaz no qual se lia: "Os doentes devem estar no hospital".

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