Egeland se reuniu com autoridades da União Européia (UE) para avaliar a situação. Segundo Egeland, cerca de US$ 11 bilhões em ajuda foram prometidos por 90 países, uma cifra sem precedentes.
"Não me lembro de nenhum outro esforço como este. Nenhuma outra demonstração de compaixão desse tamanho", disse. Egeland afirmou que na resposta imediata ao desastre, que deixou 230 mil mortos e desaparecidos, haviam sido distribuídos abrigos, comida e assistência médica para mais de 1 milhão de vítimas.
Na sexta-feira, o funcionário da ONU pediu a continuidade dos esforços e disse que a futura reconstrução teria de ser realizada de forma correta. Egeland avisou ser preciso tomar medidas para evitar a construção de casas em locais errados ou com materiais de qualidade inferior, ou que sejam construídas sem a consulta prévia a comunidades e aos governos.
Segundo Egeland, também havia perigos envolvidos no caso de os projetos se atrasarem, porque as pessoas afetadas, apesar de estarem morando em abrigos, desejavam regressar à sua vida de antes da tragédia.
A ONU criou um sistema de internet para rastrear o gasto da ajuda ao tsunami. O sistema cobre os gastos feitos pela organização e está ligado a outras entidades.
A UE prometeu enviar cerca de 2,3 bilhões de euros (US$ 2,78 bilhões) em ajuda em 2005 e 2006, para a região. O bloco já gastou grandes montantes no envio de auxílio, mas, até agora, apenas uma pequena fatia nos esforços de reconstrução.

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