Pessoas caminham entre abrigos queimados construídos para as vítimas no tsunami em Madras, Índia
Foto: AP
A agência da ONU, com sede em Roma, afirmou que é imprescindível que os fundos e as ajudas destinadas aos países atingidos sejam "canalizados corretamente" e criem "uma situação melhor do que a de antes do desastre".
Em comunicado, o coordenador em Roma das atividades de reconstrução da FAO, Richard China, afirmou que a ajuda inadequada ou mal coordenada "produzirá mais males do que benefícios". "Estamos trabalhando com os ministérios e as autoridades locais para chegar a um consenso com as ONGs sobre como agir", acrescentou.
Atualmente a organização conta com um orçamento no Sudeste Asiático de US$ 53 milhões para operações nas regiões atingidas pelo tsunami, onde mantém mais de 70 especialistas, entre locais e internacionais.
A FAO proporciona assistência direta a pescadores e agricultores que recebem equipamentos como ferramentas, redes de pesca, sementes e utensílios necessários para a correta retomada das atividades básicas.
A agência incluiu no plano de ajuda um relatório com as necessidades de madeira para a reconstrução das casas e infra-estruturas necessárias para a proteção das florestas.
O orçamento da organização "é relativamente pequeno em comparação com os bilhões recebidos por outras organizações, mas nossa assistência terá um efeito multiplicador e otimizará resultados sustentáveis", acrescentou a China.
Cerca dos 40% dos fundos da FAO para os países afetados pelos maremotos já foram distribuídos para a compra de bens e ajuda técnica, e foram solicitados outros US$ 50 milhões para continuar com o trabalho de reconstrução.

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