Três integrantes do Congresso norte-americano receberam cartas ameaçadoras nos últimos dois dias e agentes federais advertiram nesta quarta-feira que outras podem estar a caminho. Pelo menos duas das cartas, uma delas para um senador e outra para um membro da Câmara dos Deputados, continham uma substância suspeita em pó. Testes mostraram que o produto era inofensivo, segundo um comunicado oficial.
Um outro comunicado não especificou o que foi encontrado na terceira carta. A notificação "Urgente: Alerta de Carta Suspeita" advertiu que o remetente não identificado "indicou que outras cartas contendo uma substância em pó chegarão em mais gabinetes do Senado e que algumas das cartas podem conter material nocivo real". O comunicado pediu atenção redobrada para cartas postadas em Portland, no Estado norte-americano do Oregon.
Muitas cartas foram recebidas pelos gabinetes dos parlamentares e até o momento a substância contida nelas se mostrou inofensiva, de acordo com uma autoridade do Senado. Outros agentes federais disseram que algumas das cartas em questão apresentaram um discurso contra o governo e Wall Street.
A polícia do Departamento de Nova York foi informada sobre as cartas recebidas por algumas organizações de mídia na noite de terça-feira e alertou o FBI e a polícia do Capitólio, disse uma fonte federal.
As cartas exigem o fim do dinheiro corporativo e do lobby nas políticas dos Estados Unidos, além do fim da pessoa jurídica, e pedem uma nova convenção constitucional, disse a fonte. As cartas foram assinadas como "MIB".
Organizações e programas de televisão que receberam as cartas foram: The Daily Show, com Jon Stewart; The Colbert Report; Washington Post; New York Times; USA Today; NPR; Chicago Tribune; Los Angeles Times; Seattle Post-Intelligencer; MacNeil/Lehrer Productions; This Week, com Christiane Amanpour; Countdown, com Keith Olbermann; e Fox News.
"Temos respondido (a chamados sobre) várias cartas com pó suspeito em Manhattan. A investigação está em curso. Os resultados preliminares indicam que o pó é inofensivo", disse o porta-voz do FBI de Nova York, Peter Donald.

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