Imagem sem data distribuída pelo jornal Sunday Times exibe a jornalista Marie Colvin na Praça Tahrir, no Cairo
Foto: Sunday Times/AP
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido convocou nesta quarta-feira para consultas o embaixador da Síria em Londres, Sami Khiyami, após a morte da jornalista Marie Colvin, correspondente do jornal britânico The Sunday Times, em um bombardeio na cidade síria de Homs. A decisão do governo britânico segue outra similar do Ministério das Relações Exteriores da França, que previamente também convocou a representante diplomática síria em Paris pela morte do fotógrafo francês Rémi Ochlik, morto no mesmo bombardeio.
Por ordem do chanceler britânico, William Hague, o embaixador sírio se reuniu com Geoffrey Adams, responsável de Política do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, que em comunicado condenou "a contínua e inaceitável violência em Homs" - cidade síria rebelde assediada pelo regime de Bashar al-Assad. Adams expressou ao diplomata sírio o "horror" do governo britânico pelo que está ocorrendo em Homs, onde "o mundo foi testemunha da morte de mais de 60 civis somente hoje, entre eles crianças, na rua de Al Hakoura, no bairro de Baba Amr", onde morreram os repórteres.
A nota manifesta a tristeza do governo de David Cameron pela morte de Ochlik, jovem fotógrafo de 28 anos, e de Marie Colvin, veterana correspondente de guerra de 55 anos com nacionalidade americana, que trabalhava desde 1986 no dominical britânico Sunday Times. "O Ministério das Relações Exteriores britânico espera que o governo sírio facilite os trâmites para a repatriação dos corpos dos jornalistas e ofereça cuidados médicos ao repórter britânico ferido nesse ataque", destaca Adams, que se referia a Paul Conroy, ferido no incidente.
O comunicado do Foreign Office assinala que a reivindicação do Reino Unido é que a violência seja imediatamente interrompida, e faz um apelo às autoridades sírias para que não ataquem os civis e para que comecem um processo de transição política. Colvin e Ochlik, que trabalhava para a revista Paris Match, se encontravam em um edifício do bairro de Baba Amr utilizado como centro de imprensa, atingido pelos bombardeios, segundo ativistas sírios, que disseram que quatro repórteres ficaram feridos.

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