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 Strauss-Kahn é libertado sem acusação, mas voltará a depor
22 de fevereiro de 2012 14h46 atualizado às 15h17

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn foi colocado nesta quarta-feira em liberdade sem acusações após permanecer detido dois dias pela suposta relação com uma rede de prostituição. Strauss-Kahn deverá voltar a declarar diante dos juízes nos próximos dias.

Strauss-Kahn foi detido na terça-feira em Lille (norte da França) para investigações sobre seu envolvimento com redes de prostituição e por "ocultação de abuso de bens sociais", em processos paralelos ao escândalo sexual no qual esteve envolvido no hotel Sofitel, de Nova Iorque.

Strauss-Kahn será interrogado sobre as festas libertinas das quais teria participado em Paris e em Washington para que os investigadores determinem se as mulheres que participavam das mesmas eram prostitutas.

As testemunhas sobre o caso disseram que várias viagens de mulheres foram organizadas e financiadas por dois empresários do norte da França, Fabrice Paszkowski, diretor de uma empresa de equipamentos médicos, e David Roquet, ex-diretor de uma filial do grupo de obras públicas Eiffage.

A última dessas viagens aconteceu de 11 a 13 de maio na capital dos Estados Unidos, às vésperas da prisão de Strauss-Kahn no caso do hotel Sofitel de Nova Iorque.

Na época, o então diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi acusado por uma funcionária do hotel, Nafissatou Diallo, de agressão sexual.

As acusações de Justiça americana caíram, mas Strauss-Kahn ainda terá de enfrentar uma ação civil nos Estados Unidos. A questão também gerou uma série de revelações sobre sua vida privada, convertendo-o para alguns em um ogro "sexual" e para outros em "vítima" de um complô. Strauss-Kahn reconheceu um gosto pela libertinagem, mas negou ter cometido qualquer ato ilícito ou violento.

O escândalo de Nova Iorque pôs fim às ambições presidenciais de Strauss-Kahn na França, como um potencial candidato do Partido Socialista, além de ter lhe custado sua posição no FMI.

AFP
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