O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou nesta quarta-feira diante do Parlamento que a morte de Marie Colvin, repórter do jornal Sunday Times, é "uma triste lembrança" dos riscos que os jornalistas correm na Síria.
Na sessão semanal de perguntas e respostas na Câmara dos Comuns, o chefe do Executivo britânico prestou uma singela homenagem à jornalista americana de 55 anos, que faleceu após um bombardeio na cidade síria de Homs. Marie, que trabalhava para o jornal britânico, morava no Reino Unido e era uma veterana repórter de guerra.
"Trata-se de uma lembrança desesperadamente triste dos riscos que os jornalistas assumem para informar ao mundo o que está ocorrendo na Síria. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos", disse o primeiro-ministro no Parlamento.
Marie, que trabalhava no jornal britânico desde 1986, também foi vítima de outro ataque em 2001, quando perdeu o olho esquerdo ao ser atingida por uma granada na guerra do Sri Lanka.
O incidente registrado em Homs também resultou na morte de outro profissional da imprensa, o fotógrafo francês Remi Ochlik, que trabalhava para a revista francesa Paris Match. Segundo os grupos opositores, a cidade de Homs, reduto da oposição síria, é alvo de uma grande ofensiva por parte das forças de segurança, um fato que já resultou na morte de inúmeros civis.

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