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 Aeroporto de Frankfurt se prepara para mais distúrbios por greve
16 de fevereiro de 2012 21h06

Companhias aéreas, incluindo a alemã Lufthansa, terão que cancelar mais centenas de voos com destino e procedentes de Frankfurt na sexta-feira, já que continua a greve dos funcionários de solo do aeroporto, o terceiro maior da Europa.

O sindicato GdF pediu para que cerca de 200 funcionários que conduzem aviões em solo entrassem em greve por 14 horas na sexta-feira, além da paralisação de sete horas que começou nesta tarde e resultou no cancelamento de 150 voos.

A medida acontece depois que o sindicato não conseguiu chegar a um acordo salarial com a Fraport, empresa que opera o aeroporto alemão.

O diretor de operações da Fraport, Peter Schmitz, disse a repórteres que 151 dos 1.250 voos programados foram cancelados nesta quinta-feira, a maioria da companhia aérea alemã Lufthansa.

Voos de longa duração praticamente não foram afetados, uma vez que as companhias preferiram sacrificar voos regionais dentro da Europa e especialmente na Alemanha, onde passageiros podem facilmente viajar de trem.

Com a greve prevista para continuar a partir das 5h (horário de Brasília) de sexta-feira, a Lufthansa afirmou que estava cancelando mais 250 voos, a maioria dentro da Alemanha e na Europa.

O aeroporto de Frankfurt é o terceiro mais movimentado da Europa, depois dos terminais de Heathrow, em Londres, e Charles de Gaulle, em Paris, com cerca de 1.300 voos por dia, sendo mais que a metade da Lufthansa.

Muitas pessoas, como Kasztelan Bartosz, que pretendia voar para Berlim, já foram acomodadas em voos diferentes, mas ainda assim enfrentavam filas de várias horas.

"Com esperança, eles não irão cancelar o próximo voo", disse Bartosz, no Terminal 1. "Tentei ver se havia um voo mais cedo, mas havia muita gente na fila."

O GdF afirmou que o pagamento dos funcionários precisava refletir a complexidade extra que resultou da recente abertura de uma quarta pista no aeroporto. A Fraport alegou que as exigências do sindicato são muito altas.

Reuters
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