O governo chinês anunciou nesta quinta-feira que seu vice-ministro das Relações Exteriores, Zhai Jun, viajará amanhã à Síria com responsáveis do Governo desse país e "outras partes implicadas" a fim de mediar o conflito vivido pelo país do Oriente Médio.
Zhai, que permanecerá dois dias na Síria, viaja "para impulsionar uma resolução pacífica e adequada à crise", assinalou o porta-voz ministerial, Liu Weimin.
Liu não quis confirmar se Zhai se reunirá com representantes da oposição ao regime de Bashar al-Assad, de maneira semelhantes a quando, no ano passado, representantes do governo chinês mantiveram encontros na Líbia com os opositores a Muammar Kadafi antes da queda do ditador.
O porta-voz acrescentou que Pequim enviará na viagem oficial a mensagem que "a China desempenhará um papel construtivo na mediação".
A viagem acontece depois de Estados Unidos e União Europeia, entre outros, terem acusado a China de não estar fazendo o suficiente para evitar o banho de sangue na Síria, onde a repressão dos protestos contra Assad já deixou mais de 6 mil mortos, segundo várias organizações de direitos humanos.
Sobre isso, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, assegurou esta semana, na cúpula bilateral com a UE, que seu Executivo "não protegerá parte alguma, incluindo o Governo da Síria".
China e Rússia vetaram recentemente uma proposta de resolução das Nações Unidas contra o regime de Bashar al-Assad, pelo que foram muito criticadas por governos ocidentais.

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