Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua
Foto: Reuters
A polícia de Honduras investiga um homem que pode ter provocado o incêndio na Colônia Agrícola Penal de Comayagua, no centro do país, onde morreram carbonizados mais de 350 detentos. O porta-voz da Secretaria de Segurança, Héctor Iván Mejía, disse aos jornalistas que tem informação de uma pessoa suspeita, que não foi identificada porque poderia correr risco de morte.
O breve relatório de Mejía coincide com outro do diretor nacional de Serviços Especiais Preventivos, Danilo Orellana, que indicou que o suposto autor do incêndio pode ser um detento que ateou fogo ao seu colchão. Orellana foi suspenso hoje de seu cargo pelo presidente hondurenho, Porfirio Lobo, assim como o diretor da Colônia Agrícola Penal de Comayagua, Dany López Irias, devido à pior tragédia registrada no sistema penitenciário deste país centro-americano.
Mejía e um oficial do Corpo de Bombeiros também disseram hoje que em princípio se acreditava que o incêndio pode ter sido produto de um curto-circuito, mas acrescentaram que serão os bombeiros que informarão as causas ao final da investigação. Segundo relatos de alguns prisioneiros sobreviventes, vários dos presos que morreram queimados ficaram presos nas grades, em sua desesperada tentativa de escapar do fogo, enquanto outros estavam empilhados nos banheiros e outros espaços das celas.
O incêndio, que começou por volta da meia-noite de terça-feira, comoveu os hondurenhos, que também sofrem uma violência criminal que diariamente deixa uma média de 20 mortes. Os primeiros corpos queimados na prisão começaram a ser transportado hoje em contêineres para Tegucigalpa, onde serão submetidos à autópsia.

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