O Partido da Liberdade e Justiça, uma formação nascida da Irmandade Muçulmana, maioria no Parlamento, ameaçou nesta quarta-feira rever o acordo de paz com Israel, se os Estados Unidos decidirem pôr um ponto final à ajuda concedida ao Egito. As relações entre o Cairo e Washington tornaram-se tensas desde a invasão, em dezembro, das sedes de 17 ONGs na capital egípcia, entre elas, organizações americanas.
O Cairo anunciou, depois, que 43 pessoas, entre elas americanos, serão julgadas por terem realizado "atividades puramente políticas". "A ajuda americana faz parte do acordo de Camp David entre Egito e Israel (...)", explicou o presidente do PLJ, Mohamed Morsi, em comunicado.
O Egito recebe ajuda anual americana de US$ 1,3 bilhão. Parlamentares dos Estados Unidos advertiram que os processos contra membros das ONG poderiam colocá-la em risco.

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