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 Detentos feridos começam a retornar à prisão de Honduras
15 de fevereiro de 2012 16h49 atualizado às 17h50

Os corpos de detentos que morreram no incêndio são colocados lado a lado no pátio da prisão. Foto: Reuters

Os corpos de detentos que morreram no incêndio são colocados lado a lado no pátio da prisão
Foto: Reuters

Presos feridos no incêndio que atingiu parte da Colônia Agrícola Penal de Comayagua, em Honduras, e que matou mais de 300 pessoas, retornaram nesta quarta-feira para a penitenciária após serem atendidos em hospitais da região.

O número de detentos feridos não foi informado oficialmente, mas especula-se que eles podem chegar a trinta. Os presos foram tratados de queimaduras e fraturas nos braços, mãos ou pernas causadas quando eles saltaram do teto da Colônia Agrícola Penal para escapar das chamas.

Até agora não se sabe quais foram as causas da tragédia, a terceira que ocorre nos últimos dez anos nas superlotadas prisões de Honduras, classificadas como verdadeiras bombas-relógios por representantes de organismos defensores dos direitos humanos.

O presidente do país, Porfirio Lobo, prometeu uma investigação "com total transparência" sobre o ocorrido, e exonerou os responsáveis pela prisão e as autoridades penitenciárias do país.

O retorno dos feridos à prisão de Comayagua aconteceu num ambiente de muita dor, com dezenas de familiares dos presos chorando e buscando informações sobre parentes.

Por um momento, a situação ficou tensa, quando os familiares enfrentaram a polícia com pedras e outros objetos, numa tentativa de evitar que os restos mortais das vítimas fossem levados a Tegucigalpa, onde será realizada a autópsia dos mortos.

Os parentes ingressaram até o interior da prisão mas não puderam se aproximar das cinco celas do pavilhão onde ocorreu o incêndio. "Me dói pensar que meu irmão esteja morto, mas tenho que esperar as autoridades confirmarem", disse Carmen Ulloa.

O secretário de Segurança, Pompeyo Bonilla, disse aos jornalistas que o ocorrido é uma "tragédia nacional" e pediu compreensão e paciência aos familiares das vítimas.

EFE
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  1. Familiares de detentos da penitenciária de Comayagua tentam derrubar o portão e entram em conflito com policiais

    AFP
    Foto: AFP

  2. Militares e parentes de presos entram em conflito em frente ao presídio

    AFP
    Foto: AFP

  3. Soldados armados formam barreira para enfrentar familiares de detentos

    AFP
    Foto: AFP

  4. Soldados correm de pedras lançadas por parentes de vítimas

    Foto: AP

  5. Soldados, policiais e jornalistas se protegem durante um conflito entre familiares de detentos e forças de segurança

    Foto: AP

  6. Parentes choram enquanto esperam em frente à penitenciária

    Foto: AP

  7. Peritos retiram corpo de vítima em maca

    Foto: AP

  8. Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua

    Reuters
    Foto: Reuters

  9. Os corpos de detentos que morreram no incêndio são colocados lado a lado no pátio da prisão

    Reuters
    Foto: Reuters

  10. Dentro da prisão, restos mortais de vários detentos que foram carbonizados pelo incêndio, em Comayagua

    Reuters
    Foto: Reuters

  11. Policiais carregam um preso ferido após um grande incêndio atingir uma prisão na cidade hondurenha de Comayagua, localizada a 80 km da capital, Tegucigalpa. Ainda não estão claras as causas, mas suspeita-se de um curto-circuito

    EFE
    Foto: EFE

  12. Em declaração citada pela agência AFP, o diretor dos Centros Penais, Danilo Orellana, deu seu relato da tragédia. "Estamos fazendo a contagem de corpos. A situação é grave, a maioria morreu por asfixia. O fogo tomou conta de vários módulos. Não se trata de uma rebelião, as causas estão sendo investigadas", afirmou

    EFE
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  13. A hipótese do curto-circuito foi levantada por, Héctor Iván Mejía, porta-voz da Secretaria de Segurança. Ele destacou que a equipe do Ministério Público e outras autoridades estão fazendo a contagem dos mortos, feridos e foragidos

    AFP
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  14. Parentes de detentos choram e se confortam enquanto aguardam por notícias em frente à prisão

    AFP
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  15. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu um dos dois módulos da penitenciária, espaço onde havia 500 presos. No total, a prisão abrigava 850 homens

    AFP
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  16. Ferido é retirado do presídio após o incêndio

    EFE
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  17. A chefe de Medicina Forense do Ministério Público de Honduras afirmou que a identificação das vítimas levará vários dias

    AFP
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  18. As causas do incêndio ainda não estão claras, mas suspeita-se de um curto circuito

    AFP
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  19. Bombeiros trabalham no rescaldo do incêndio que matou dezenas de detentos em Comayagua

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  20. Imagem capturada por uma rede de TV mostra o fogo consumindo a colônia penal localizada na região de Comayagua

    Foto: Reprodução

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