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 Honduras: Lobo promete investigação transparente sobre incêndio
15 de fevereiro de 2012 16h39 atualizado às 16h56

Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua. Foto: Reuters

Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua
Foto: Reuters

O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, se solidarizou nesta quarta-feira com os familiares dos mais de 300 detentos que podem ter morrido no incêndio de uma prisão e anunciou que investigará a tragédia com "total transparência" e "observação internacional".

"Faremos toda a investigação para determinar o que provocou esta lamentável e inaceitável tragédia e apontar responsabilidades", declarou Lobo em mensagem em cadeia de rádio e televisão.

O governante ressaltou que "preliminarmente" instruiu ao secretário de Segurança, Pompeyo Bonilla, a suspender de seus cargos os funcionários encarregados da colônia Agrícola Penal de Comayagua, situada no centro de Honduras.

Também ficarão na mesma situação os responsáveis da administração das prisões em nível nacional "para garantir um processo investigativo de total transparência".

Por enquanto não há um número definitivo das mortes provocadas pelo incêndio, cujas causas ainda não foram esclarecidas. O número de mortos no acidente seria de 357, segundo disse à agência EFE o porta-voz do Ministério Público, Melvin Duarte, mas Bonilla indicou que o número confirmado é de 272.

No entanto, se sabe que mais de 350 presos não se apresentaram a uma apuração feita na prisão depois que o incêndio foi controlado. Acredita-se que quase todos estejam mortos, mas também que alguns podem ter fugido aproveitando o caos, segundo fontes penitenciárias.

"Meu mais profundo sentimento de solidariedade às famílias que hoje choram essa inconsolável dor e como um dos defensores dos direitos humanos e da fé espiritual que invoco, meu coração está com vocês", disse Lobo.

O governante enfatizou que fará "uma investigação independente com figuras de muita autoridade moral com o acompanhamento e observação internacional" para garantir "um processo de total transparência". "Este é um dia de profunda dor para Honduras, lamentamos profundamente o sucedido e quero expressar minha solidariedade aos parentes dos compatriotas que perderam a vida no centro penal de Comayagua", acrescentou.

EFE
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  1. Familiares de detentos da penitenciária de Comayagua tentam derrubar o portão e entram em conflito com policiais

    AFP
    Foto: AFP

  2. Militares e parentes de presos entram em conflito em frente ao presídio

    AFP
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  3. Soldados armados formam barreira para enfrentar familiares de detentos

    AFP
    Foto: AFP

  4. Soldados correm de pedras lançadas por parentes de vítimas

    Foto: AP

  5. Soldados, policiais e jornalistas se protegem durante um conflito entre familiares de detentos e forças de segurança

    Foto: AP

  6. Parentes choram enquanto esperam em frente à penitenciária

    Foto: AP

  7. Peritos retiram corpo de vítima em maca

    Foto: AP

  8. Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua

    Reuters
    Foto: Reuters

  9. Os corpos de detentos que morreram no incêndio são colocados lado a lado no pátio da prisão

    Reuters
    Foto: Reuters

  10. Dentro da prisão, restos mortais de vários detentos que foram carbonizados pelo incêndio, em Comayagua

    Reuters
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  11. Policiais carregam um preso ferido após um grande incêndio atingir uma prisão na cidade hondurenha de Comayagua, localizada a 80 km da capital, Tegucigalpa. Ainda não estão claras as causas, mas suspeita-se de um curto-circuito

    EFE
    Foto: EFE

  12. Em declaração citada pela agência AFP, o diretor dos Centros Penais, Danilo Orellana, deu seu relato da tragédia. "Estamos fazendo a contagem de corpos. A situação é grave, a maioria morreu por asfixia. O fogo tomou conta de vários módulos. Não se trata de uma rebelião, as causas estão sendo investigadas", afirmou

    EFE
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  13. A hipótese do curto-circuito foi levantada por, Héctor Iván Mejía, porta-voz da Secretaria de Segurança. Ele destacou que a equipe do Ministério Público e outras autoridades estão fazendo a contagem dos mortos, feridos e foragidos

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  14. Parentes de detentos choram e se confortam enquanto aguardam por notícias em frente à prisão

    AFP
    Foto: AFP

  15. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu um dos dois módulos da penitenciária, espaço onde havia 500 presos. No total, a prisão abrigava 850 homens

    AFP
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  16. Ferido é retirado do presídio após o incêndio

    EFE
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  17. A chefe de Medicina Forense do Ministério Público de Honduras afirmou que a identificação das vítimas levará vários dias

    AFP
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  18. As causas do incêndio ainda não estão claras, mas suspeita-se de um curto circuito

    AFP
    Foto: AFP

  19. Bombeiros trabalham no rescaldo do incêndio que matou dezenas de detentos em Comayagua

    AFP
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  20. Imagem capturada por uma rede de TV mostra o fogo consumindo a colônia penal localizada na região de Comayagua

    Foto: Reprodução

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