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 Costa Cruzeiros estende prazo de acordo com vítimas de naufrágio
15 de fevereiro de 2012 11h48 atualizado às 14h25

A companhia Costa Cruzeiros estendeu até 31 de março de 2012 o prazo para que os passageiros do Costa Concordia aceitem a indenização estipulada pela empresa, de US$ 18,4 mil por pessoa, que inclui despesas e ressarcimento.

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Em comunicado, a Costa Cruzeiros anunciou nesta quarta que com essa proposta pretende oferecer aos passageiros "prazo mais conveniente para que possam avaliar com a devida serenidade" a proposta de indenização, fixada em 27 de janeiro.

Nessa data, a Costa Cruzeiros e o Comitê de Naufrágos do Costa Concordia, formado, entre outros, por várias associações italianas de consumidores, chegaram a um acordo no qual a companhia se comprometeu a pagar US$ 18,4 mil a cada um dos passageiros.

Esse valor compreende os US$ 14,4 mil de ressarcimento, mais outros US$ 4 mil para cobrir as despesas dos passageiros. Já os que sofreram danos físicos ou no caso dos que morreram, serão feitas negociações individuais.

Após o acordo assinado pela Costa Cruzeiros e o Comitê de Naufrágos do Costa Concordia, a Associação de Consumidores italiana (Codacons) pediu aos passageiros que não aceitassem a oferta por considerá-la uma "esmola".

A Codacons publicou em seu site sua intenção de iniciar em Miami (EUA), com dois escritórios de advocacia americanos, uma ação legal coletiva para exigir da Costa Cruzeiros indenização de US$ 164,5 mil por passageiro.

Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até sábado, dia 28, 17 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca, mas apenas na parte da embarcação que não está submersa. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.

O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

EFE
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