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 Dois iranianos são indiciados por explosões em Bangcoc
15 de fevereiro de 2012 06h19 atualizado às 12h48

Policiais inspecionam os danos causados por uma explosão na casa onde o suspeito Saeid Moradi estava morando. Foto: AP

Policiais inspecionam os danos causados por uma explosão na casa onde o suspeito Saeid Moradi estava morando
Foto: AP

Dois iranianos suspeitos de envolvimento em uma série de explosões atribuídas por Israel ao Irã foram indiciados nesta quarta-feira em Bangcoc, anunciou o ministro tailandês das Relações Exteriores, Surapong Tovichakchaikul. "Foram indiciados por terem provocado uma explosão criminal em um local público e por tentativa de assassinato de policiais", declarou o ministro, que no entanto se negou a citar um "ato terrorista".

Mas o chanceler admitiu que a situação é "similar" a do atentado contra diplomatas israelenses na Índia. Um dos indiciados tem passaporte iraniano: Said Morati. Ele ficou gravemente ferido na terça-feira na explosão de um artefato após três detonações no centro de um bairro residencial de Bangcoc. O outro indiciado foi preso no aeroporto de Bangcoc quando tentava deixar o país. Uma terceira pessoa fugiu para a Malásia.

Os três homens estavam alojados em uma casa da zona leste da capital tailandesa, onde aconteceu a primeira explosão, provavelmente acidental. "É uma equipe de assassinos e seus alvos eram diplomatas israelenses, incluindo o embaixador", afirmou uma fonte do serviço de inteligência da Tailândia que pediu anonimato. "O plano era instalar uma bomba em um veículo diplomático", completou.

Israel relacionou as explosões de Bangcoc aos atentados de segunda-feira na Geórgia e Índia, onde uma diplomata israelense ficou gravemente ferida. "A tentativa de ataque em Bangcoc prova mais uma vez que o Irã e seus cúmplices continuam atuando no caminho do terrorismo, e os últimos atentados são um exemplo disso", afirmou o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu denunciou as atividades terroristas do Irã" que, segundo ele, ficaram em evidência e ameaçam "o equilíbrio mundial". "O Irã é o maior exportador de terrorismo no mundo e ameaça o equilíbrio mundial. As atividades terroristas do Irã ficaram claras para todos", declarou Netanyahu na Knesset (Parlamento).

"O Irã ataca diplomatas inocentes através do mundo. A comunidade internacional deve condenar de maneira mais enérgica suas agressões e estabelecer limites às agressões deste país. Agressões como estas, se não forem interrompidas, se espalharão como uma tempestade", acrescentou Netanyahu.

O governo do Irã negou as acusações. O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, desmentiu qualquer vínculo com as explosões de Bangcoc e acusou "elementos relacionados ao regime sionista" pelos ataques. Ao mesmo tempo, disse que Teerã está disposto a cooperar com o governo tailandês na investigação.

AFP
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