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 Pyongyang condecora Kim Jong-il com o título de "generalíssimo"
15 de fevereiro de 2012 01h34 atualizado às 13h54

Estátuas equestres de Kim Jong-il (dir.) e de seu pai, Kim Il-Sung, foram inauguradas em Pyogyang. Foto: AP

Estátuas equestres de Kim Jong-il (dir.) e de seu pai, Kim Il-Sung, foram inauguradas em Pyogyang
Foto: AP

A Coreia do Norte distinguiu postumamente Kim Jong-il com a categoria de "generalíssimo" e elogiou o finado líder por transformar o país "em um Estado nuclear", um dia antes das comemorações por seu aniversário, informou nesta quarta-feira a imprensa estatal.

As autoridades da Coreia do Norte emitiram na terça-feira um decreto que outorga o título de "generalíssimo" ao líder, falecido repentinamente após um ataque cardíaco em 17 de dezembro, segundo divulgou a Agência Central de Notícias (KCNA) do país comunista, em uma nota recolhida pela agência sul-coreana Yonhap.

Kim Jong-il "elevou nosso país a um Estado nuclear", afirmou a agência estatal norte-coreana em referência aos testes nucleares feitos entre 2006 e 2009 e que custaram a Pyongyang a imposição de sanções por parte de ONU.

A KCNA detalhou que o finado líder "realizou contribuições imortais à paz e à estabilidade globais", e levou o país a fabricar e lançar satélites artificiais, em um programa questionado pela comunidade internacional.

A Coreia do Norte celebrará nesta quinta-feira o primeiro aniversário póstumo de Kim Jong-il, que completaria 70 anos, em um dos dias festivos mais importantes do país, conhecido como o "Dia da Estrela Brilhante".

Desde o falecimento de Kim Jong-il, a Coreia do Norte experimenta a transição do poder absoluto ao seu filho mais novo, Kim Jong-un, que, segundo informou nesta quarta-feira a KCNA, ordenou pela primeira vez uma promoção coletiva de generais no Exército Popular da Coreia do Norte.

O sucessor, cuja idade se estima entre 28 e 29 anos, promoveu 23 generais, entre eles Kim Yong-chol, suspeito de ter participado das ações que terminaram com o afundamento da embarcação sul-coreana Cheonan em março de 2010. O ataque matou 46 militares sul-coreanos.

EFE
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