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 Após assassinatos, SIP pede que Dilma proteja jornalistas
15 de fevereiro de 2012 00h13 atualizado às 02h10

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou nesta terça-feira o assassinato de "outro jornalista no Brasil em menos de uma semana" e pediu à presidente Dilma Rousseff que apresente medidas para proteger estes profissionais.

O organismo solicitou a Dilma que "concentre esforços para criar uma jurisdição especial para processar crimes contra jornalistas, assim como órgãos em nível federal para proteger repórteres e fotógrafos em risco".

A SIP, com sede em Miami, reagiu assim à notícia de que o jornalista brasileiro Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, 51 anos, foi assassinado na madrugada de segunda-feira por desconhecidos que dispararam 12 tiros contra ele na cidade sul-mato-grossense de Ponta Porã, fronteiriça com o Paraguai. O jornalista era editor-chefe do diário Jornal da Praça e fundador do site de notícias Mercosulnews.

A SIP lembrou nesta terça-feira que Paulo Roberto é o terceiro jornalista morto no Brasil em 2012, depois do assassinato, em 9 de fevereiro, do editor do site de notícias Vassouras na Net, Mário Randolfo Marques Lopes. Em 3 de janeiro, o radialista Laércio de Souza também já havia sido morto. "Desde 1987, 41 jornalistas foram assassinados no país, quatro deles em 2011", acrescentou a organização em comunicado.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Gustavo Mohme, reconheceu a defesa que "Dilma Rousseff fez da liberdade de imprensa durante sua gestão", mas disse que "é necessário que o Governo federal assuma este tema dos assassinatos em todo o país, perante um marco de impunidade que incentiva mais violência e expõe outros jornalistas a riscos".

EFE
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