O governo do presidente Barack Obama propôs, nesta segunda-feira, em seu projeto de orçamento para 2013, um fundo de US$ 770 milhões para apoiar as reformas nos países do Oriente Médio e do norte de África, depois das revoltas da chamada Primavera Árabe. Este novo "Fundo de estímulo para o Oriente Médio e o norte da África" faz parte dos cerca de US$ 51,6 bilhões de dólares da parte destinada ao Departamento de Estado e à Agência americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Luta por liberdade revoluciona norte africano e península arábica
O fundo é destinado a fornecer um "apoio estratégico às mudanças históricas produzidas na região", informou o Departamento de Estado. "Promoverá reformas a longo prazo nas esferas política, econômica e comercial - pilares da estabilidade -, apoiando os governos que demonstrarem um compromisso de mudança significativa, dando poder ao povo", acrescentou a diplomacia americana.
Além disso, a proposta contém US$ 8,2 bilhões para operações de apoio às missões civis no Afeganistão, Iraque e Paquistão, e triplica a ajuda militar a este último país, que passa dos atuais US$ 98 milhões a US$ 350 milhões. Os grandes beneficiados pela assistência militar americano não verão mudanças em suas contribuições: Israel receberá US$ 3,1 bilhões e o Egito, US$ 1,3 bilhão.
No entanto, o projeto de orçamento apresentado nesta segunda-feira tem poucas possibilidades de vir a ser aprovado no Congresso, por estar carregado de uma forte conotação eleitoral, a nove meses do pleito presidencial, no qual o presidente Barack Obama vai disputar um segundo mandato. No total, Obama solicitou US$ 51,6 bilhões de orçamento para o Departamento de Estado e para a Agência de Ajuda ao Desenvolvimento (Usaid) em 2013, um pequeno aumento frente aos US$ 50,8 bilhões propostos em 2012.
Com informações das agências AFP e EFE.
- Terra


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