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 Ex-líder do Sendero Luminoso matou 1 mil, diz polícia do Peru
13 de fevereiro de 2012 16h26 atualizado às 17h28

O "camarada Artemio", último líder histórico do grupo terrorista Sendero Luminoso capturado no domingo passado, é responsável por cerca de 1 mil mortes, segundo informação da polícia antiterrorista peruana. De acordo com o jornal El Comercio, a Direção Contra o Terrorismo da Polícia aponta Artemio, identificado como Florindo Eleuterio Flores Hala, 50 anos, como o artífice dos assassinatos de policiais, militares e civis e de mais de 500 ações terroristas.

Há seis anos começou o trabalho policial de desarticulação da facção remanescente do Sendero Luminoso que operava no vale do Alto Huallaga, no departamento de San Martín, que era liderada por Artemio. O líder terrorista foi capturado em uma operação conjunta entre policiais e militares em um casebre do centro povoado de Yacusisa, em San Martín, ferido de bala após o confronto que teve na quinta-feira passada - que algumas versões indicam ter sido com a Polícia e outros com alguns de seus aliados que tentaram eliminá-lo para cobrar uma recompensa.

Atualmente, o estado de saúde de Artemio é estável após a operação à qual foi submetido no hospital da Polícia, em Lima, por seus ferimentos de bala nas mãos, no tórax e no abdômen, segundo fontes policiais. O promotor José Peláez declarou no domingo que pedirá prisão perpétua para o líder e anunciou que reunirá em 15 dias provas para incriminá-lo em atos terroristas e expor seus vínculos com o narcotráfico.

Segundo números da Comissão da Verdade, durante a violência interna que o Peru viveu entre 1980 e 2000 morreram cerca de 70 mil pessoas e o maior responsável destes casos foi o Sendero Luminoso.

EFE
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