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 De olho nas eleições, Putin promete gastos em área social
13 de fevereiro de 2012 18h37

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, estabeleceu planos para aumentar os gastos em saúde, educação e serviços sociais na segunda-feira, tentando agradar os eleitores de classe média antes da eleição presidencial na qual é o favorito. Putin reconheceu em um artigo de primeira página no diário popular Komsomolskaya Pravda que faltam à Rússia habitações acessíveis e serviços sociais eficientes -preocupações expressas pela classe média urbana em protestos de rua contra o seu governo.

Lamentando o fato de que um em cada oito russos viva abaixo da linha da pobreza - com pouco mais de US$ 200 por mês -, ele prometeu tratar da distância entre ricos e pobres, aumentar os salários dos professores e tomar medidas para aumentar a população da Rússia (após anos de declínio), ampliando os benefícios às crianças. Alguns economistas e analistas políticos classificaram tais promessas como populistas e afirmaram que o aumento de gastos do governo pode ser problemático em um momento de incerteza política.

"Há apenas 10, 12 anos, o debate era principalmente sobre evitar que uma categoria social inteira, sobretudo os aposentados, caísse para abaixo da linha da pobreza", escreveu Putin em um artigo intitulado "Construindo Igualdade: Uma Política Social para a Rússia". Ele afirmou que a percepção do que se constitui um padrão de vida adequado mudou e acrescentou: "A população, e principalmente a 'classe média' educada, as pessoas bem pagas, estão no geral insatisfeitas com a qualidade dos serviços sociais."

O artigo foi o mais recente em uma série de textos nos quais Putin, 59 anos, apresentou seus projetos antes da eleição. As pesquisas de opinião sugerem que ele será reeleito com tranquilidade para o cargo que ocupou por oito anos até 2008, quando saiu porque a Constituição impedia um terceiro mandato consecutivo. Ele tornou-se premiê, mas permaneceu o líder dominante da Rússia em "conjunto" com o presidente Dmitri Medvedev, indicado por ele.

Reuters
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